Nesta quinta-feira (05/02/2026), primeiro de três dias de comemorações pelo 46º aniversário do Partido dos Trabalhadores (PT), o secretário de Comunicação Nacional da legenda, Éden Valadares, afirmou que o combate às desigualdades sociais permanece como o principal objetivo da sigla desde a sua fundação. O dirigente também defendeu a agenda econômica do governo federal, incluindo a isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil e a taxação dos super-ricos, além de pregar uma postura mais ousada do partido no debate político e eleitoral.
Durante o discurso, Éden afirmou que a origem do PT está diretamente ligada ao enfrentamento da desigualdade social no Brasil. Segundo ele, a militância partidária representa uma opção de vida orientada por esse propósito histórico.
O dirigente destacou que milhares de filiados aderiram ao partido com o objetivo de enfrentar a concentração de renda e outras questões estruturais do país, como racismo, fome e desigualdades sociais. Para ele, iniciativas como a proposta de isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil e a tributação de grandes fortunas representam medidas alinhadas à trajetória histórica do partido.
Discurso enfatiza contradições históricas do partido
No pronunciamento, Éden afirmou que o PT sempre foi marcado por tensões internas e contradições ideológicas, decorrentes de sua própria formação. Segundo ele, a legenda surgiu do embate entre diferentes visões, incluindo a tentativa de conciliar a atuação institucional com a defesa de transformações estruturais na sociedade.
O secretário descreveu o partido como resultado da disputa entre a condição de partido de massa e partido de quadros, além da tentativa de conciliar a defesa de um socialismo democrático com a administração do sistema capitalista ao longo das últimas décadas.
Ele também afirmou que a legenda historicamente carregou a contradição de atuar simultaneamente como força política de contestação e como partido integrante da ordem institucional.
Defesa de postura mais ousada e crítica à democracia liberal
No discurso, o dirigente defendeu que o partido adote uma postura mais combativa no cenário político e eleitoral. Segundo ele, a legenda não deve assumir o papel de representante do status quo.
Éden criticou o modelo de democracia liberal, afirmando que, em sua avaliação, o sistema não conseguiu resolver problemas sociais em diversas partes do mundo, incluindo países centrais do capitalismo e o próprio Brasil.
O secretário também argumentou que a democracia precisa garantir resultados concretos para a população, como acesso à moradia, emprego e renda, e não apenas direitos formais previstos em lei.
Agenda econômica e social como eixo político
O dirigente afirmou que o PT e o governo federal ampliaram o diálogo com a sociedade ao defender pautas consideradas prioritárias para a população. Entre elas, citou a tributação dos mais ricos, a oposição à anistia para investigados por atos antidemocráticos e a discussão sobre a jornada de trabalho.
Segundo Éden, a adoção dessas agendas reforça a conexão entre o partido e setores sociais que defendem medidas de redistribuição de renda e ampliação de direitos econômicos.
Ele concluiu afirmando que o partido mantém como prioridade a luta contra a desigualdade social, reafirmando o propósito original de sua fundação.










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