O Partido dos Trabalhadores (PT) celebrou na terça-feira (10/02/2026) 46 anos de fundação com sessão solene na Câmara dos Deputados, reunindo parlamentares, ministros, dirigentes e militantes. Durante o evento, lideranças destacaram o legado histórico da legenda, defenderam novas pautas sociais e econômicas e projetaram a atuação do partido nas eleições de 2026, com foco em reforma tributária, mobilidade urbana, segurança pública e diálogo com setores fora da base tradicional.
PT ressalta legado e aposta em agenda para o futuro
O presidente nacional do partido, Edinho Silva, afirmou que o PT pretende combinar o reconhecimento de sua trajetória com a formulação de propostas voltadas aos desafios contemporâneos. Segundo ele, o partido deve liderar debates sobre transição energética, mudanças climáticas, qualidade de vida e redução da jornada de trabalho.
O dirigente também defendeu a construção de um novo modelo de desenvolvimento industrial, com geração de riqueza e distribuição de renda. Em sua fala, citou o histórico eleitoral da legenda e reforçou a defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como forma de continuidade do projeto político.
Lideranças destacam histórico eleitoral e políticas sociais
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, ressaltou que o partido venceu cinco eleições presidenciais em pouco mais de três décadas de democracia. Segundo ela, os governos petistas tiveram como marca central políticas voltadas à população de baixa renda.
Entre as medidas defendidas pela legenda, a ministra citou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, proposta apresentada como instrumento de redistribuição de renda. Também mencionou projetos como o fim da jornada 6×1, a tarifa zero no transporte público e mudanças na política de segurança.
Outras lideranças destacaram o papel do partido na ampliação de políticas sociais e ações afirmativas. A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, afirmou que as gestões petistas colocaram a população no centro das políticas públicas, enquanto a deputada Benedita da Silva associou a trajetória do PT à inclusão de grupos historicamente marginalizados.
Mulheres e militância como base histórica do partido
Durante a cerimônia, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, enfatizou o protagonismo feminino na história da legenda e a atuação do partido no combate à desigualdade de gênero e à violência contra as mulheres.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães, atribuiu à militância o principal patrimônio político do PT. Segundo ele, a atuação das bases partidárias foi decisiva para a permanência e a expansão da legenda ao longo de quatro décadas.
O deputado Carlos Veras, que presidiu a sessão, afirmou que a trajetória do partido se confunde com a redemocratização do país, destacando sua origem nos movimentos sindicais, estudantis e nas comunidades eclesiais de base.
Estratégia para 2026 inclui diálogo com setores fora da base petista
Em encontro com sindicalistas e movimentos sociais, o presidente do PT defendeu a ampliação do diálogo com eleitores que não apoiam o partido. A estratégia, segundo ele, é apresentar uma agenda concreta de transformação social para superar a polarização política.
Edinho Silva avaliou que o cenário eleitoral de 2026 será influenciado por um contexto internacional de desigualdade, nacionalismo e insatisfação com o sistema político, fenômenos que, segundo ele, teriam se intensificado após a crise financeira global de 2008.
Entre as propostas defendidas para o próximo ciclo eleitoral, o dirigente citou:
- Reforma da renda e do sistema tributário
- Mudanças no sistema eleitoral
- Reforma do Judiciário
- Política de segurança pública com uso de tecnologia
- Tarifa zero no transporte público
- Fim da jornada 6×1
O presidente do PT também afirmou que o partido deve dialogar com categorias como os policiais, defendendo valorização profissional e políticas de segurança baseadas em inteligência.










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