Senador Alessandro Vieira defende investigação de ministro do STF citados no caso Banco Master e cobra atuação do Senado contra o crime organizado

O senador Alessandro Vieira afirmou na quarta-feira (04/02/2026) que a retomada dos trabalhos no Senado Federal ocorre com foco na defesa do interesse público e no combate ao crime organizado, destacando a criação de um Grupo de Trabalho (GT) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para aprofundar as investigações sobre o chamado escândalo do Banco Master, apontado por ele como um caso grave, com indícios de atuação de organizações criminosas e possíveis irregularidades envolvendo autoridades.

Segundo o parlamentar, a apuração deve avançar nos próximos meses por meio do GT, de uma eventual Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou de outras frentes legislativas. Vieira afirmou que o país não pode permanecer refém de esquemas que, em sua avaliação, ameaçam a democracia, o uso correto do dinheiro público e o equilíbrio entre os Poderes da República.

Investigação sobre o Banco Master entra na pauta do Senado

Durante o pronunciamento, o senador destacou que o Senado possui legitimidade constitucional para conduzir investigações que envolvam autoridades de alto escalão, defendendo a necessidade de apuração rigorosa do caso.

De acordo com Vieira, as denúncias relacionadas ao Banco Master apresentam indícios que justificam investigação aprofundada, com o objetivo de esclarecer eventuais irregularidades e responsabilidades. O parlamentar afirmou que o país já enfrentou investigações e punições envolvendo diferentes níveis da administração pública e que o mesmo padrão deve ser aplicado a qualquer autoridade, caso sejam confirmados crimes.

O senador ressaltou que a atuação do Senado deve ocorrer com base no interesse público e no compromisso institucional de garantir igualdade perante a lei.

Declarações sobre possíveis vínculos com autoridades

Em seu discurso, Vieira mencionou informações não contestadas, segundo ele, sobre a contratação do escritório de advocacia da esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, por um valor de R$ 130 milhões, que considerou incompatível com as práticas do setor e sem contraprestação de serviços jurídicos identificada até o momento.

O parlamentar também citou supostas interações entre o grupo controlador do Banco Master e familiares do ministro Dias Toffoli, associando esses fatos a decisões judiciais que classificou como atípicas no contexto do caso.

Vieira afirmou que tais elementos reforçam a necessidade de investigação institucional, defendendo que o Senado deve cumprir seu papel constitucional na apuração dos fatos, independentemente das autoridades envolvidas.

Compromisso com a atuação parlamentar

O senador reforçou, ainda, o compromisso com os eleitores de Sergipe e com a defesa dos interesses dos brasileiros, afirmando que manterá atuação firme no Senado. Segundo ele, a apuração do caso deve ocorrer com responsabilidade histórica e sem distinções entre cargos ou posições de poder.

Vieira argumentou que o Brasil só consolidará plenamente o princípio republicano quando todos forem tratados de forma igual perante a lei, inclusive integrantes dos mais altos cargos da República.

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