Nesta sexta-feira (06/02/2026), o senador Rodrigo Pacheco (PSD) avançou nas tratativas para deixar o partido e se filiar ao União Brasil nas próximas semanas. A movimentação ocorre em meio ao reposicionamento político em Minas Gerais e às articulações nacionais envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vê no parlamentar um nome competitivo para disputar o governo estadual.
Migração partidária e articulação de Alcolumbre
A saída de Pacheco do PSD é considerada iminente e deve ocorrer após o Carnaval, segundo interlocutores. A operação política tem sido atribuída ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), que teria oferecido a estrutura partidária para fortalecer a bancada no Congresso ou viabilizar uma candidatura majoritária em Minas.
Aliados indicam que a decisão final sobre o cargo a disputar — se o Senado ou o governo estadual — dependerá de avaliação pessoal do parlamentar. Paralelamente, está prevista a transferência do comando do diretório do União Brasil em Minas Gerais para o deputado Rodrigo de Castro, aliado próximo de Pacheco, o que consolidaria o espaço político do senador na legenda.
A migração já vinha sendo cogitada desde o ano anterior, quando a permanência de Pacheco no PSD passou a ser vista como “insustentável” após a filiação do vice-governador Matheus Simões (PSD) e seu lançamento como pré-candidato ao governo estadual.
Cenário em Minas e alinhamento com o projeto nacional
O vice-governador foi escolhido como sucessor do atual governador Romeu Zema (Novo), que se posiciona como pré-candidato à Presidência da República e potencial adversário de Lula. Nesse contexto, a permanência de Pacheco no mesmo partido que Simões criaria um cenário de conflito interno para a disputa estadual.
Dentro do União Brasil, interlocutores afirmam que o senador poderá manter alinhamento com o projeto político de Lula, que já manifestou, em diferentes ocasiões, preferência por vê-lo disputando o governo mineiro.
Apesar disso, a indefinição persiste. Setores do PT passaram a discutir um plano alternativo, que envolveria o apoio à candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT).
Atritos entre PT e PDT sobre candidaturas estaduais
A construção dessa aliança foi inicialmente confirmada pelo presidente do PDT, Carlos Lupi, após reunião com o dirigente petista Edinho Silva. Em publicação nas redes sociais, Lupi afirmou ter recebido a confirmação do apoio do PT a candidaturas do partido em estados estratégicos, incluindo Kalil em Minas Gerais.
O diretório nacional do PT, contudo, divulgou nota oficial esclarecendo que o encontro teve como foco a reeleição presidencial e que não houve definição de palanques estaduais. Segundo o comunicado, as decisões seguirão em debate com os diretórios regionais.
A divergência gerou reação pública de Kalil, que ironizou o impasse em postagem nas redes sociais, sinalizando desconforto com as indefinições políticas.
*Com informações do jornal O Globo.








Deixe um comentário