Feira de Santana confirmou um caso de dengue do sorotipo 3 (DENV-3), variante que não circulava no município há vários anos, conforme anúncio feito pelo secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, nesta terça-feira (10/02/2026). A confirmação levou a gestão a reforçar ações de vigilância epidemiológica, controle do mosquito e vacinação para reduzir riscos de transmissão e complicações clínicas.
Segundo o gestor, o registro do novo sorotipo exige atenção, mas não caracteriza situação de pânico. A orientação é ampliar os cuidados preventivos e manter a participação da população no enfrentamento da doença.
A Secretaria de Saúde informou que o monitoramento de casos suspeitos e confirmados foi intensificado, com foco em diagnóstico precoce, bloqueio de focos e mobilização das equipes de campo.
Medidas de vigilância e controle do vetor
A Prefeitura informou que já vinha executando operações de combate às arboviroses, incluindo o reforço do trabalho dos agentes de combate às endemias, visitas domiciliares e eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Entre as iniciativas, o programa municipal utiliza bicicletas elétricas para ampliar o alcance das equipes e armadilhas inteligentes para monitoramento do vetor, com o objetivo de identificar áreas de maior incidência.
As ações também contemplam limpeza urbana, inspeções em imóveis e orientação à população sobre armazenamento adequado de água, descarte de resíduos e manutenção de recipientes fechados.
Vacinação e público-alvo
O município ampliou a vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, público definido pelo Programa Nacional de Imunizações. A aplicação ocorre nas unidades básicas de saúde.
De acordo com a Secretaria, a vacina oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus, contribuindo para reduzir infecções sintomáticas, agravamentos e hospitalizações.
A recomendação é que responsáveis verifiquem a situação vacinal e procurem o posto mais próximo para completar o esquema.
Características do sorotipo 3
O DENV-3 é um dos quatro sorotipos da dengue em circulação no Brasil. A introdução ou reintrodução de variantes em regiões onde não havia circulação recente pode elevar a suscetibilidade da população.
Autoridades sanitárias apontam que infecções por sorotipos diferentes ao longo da vida podem aumentar o risco de formas graves, o que reforça a necessidade de prevenção contínua, diagnóstico e acompanhamento médico.
A Secretaria reforça que medidas individuais, como uso de repelentes, eliminação de água parada e atenção a sintomas como febre, dor no corpo e mal-estar, são fundamentais para conter a transmissão.










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