STF, Banco Master e crise institucional: artigo de Joaci Góes aponta suspeitas sobre Judiciário e política nacional

O artigo “Um poder sob suspeição”, publicado nesta quinta-feira (26/02/2026) pelo escritor Joaci Góes na Tribuna da Bahia, analisa criticamente o momento político e institucional do país, com foco na atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e na influência do ministro Alexandre de Moraes em decisões de grande repercussão nacional. No texto, Góes associa o protagonismo da Corte a um contexto mais amplo de tensões políticas, investigações financeiras e disputas eleitorais, citando o chamado “caso Banco Master”, o governo federal e as relações entre Judiciário, Executivo e Congresso.

O autor argumenta que o cenário atual tem alimentado questionamentos sobre o equilíbrio institucional no Brasil, ao mesmo tempo em que menciona especulações políticas envolvendo lideranças nacionais, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Rodrigo Pacheco e integrantes do STF.

Protagonismo do STF e críticas à atuação de Alexandre de Moraes

Joaci Góes sustenta que o país vive um período de forte protagonismo do Supremo Tribunal Federal na arena política. Segundo ele, esse fenômeno teria ampliado o debate público sobre os limites institucionais do Judiciário.

O autor afirma que a atuação do ministro Alexandre de Moraes se tornou central nesse processo. Em sua análise, o magistrado exerce influência significativa em decisões com impacto político e institucional, o que, segundo Góes, contribuiu para ampliar a polarização e o debate público sobre o papel da Corte.

Para sustentar seu argumento, o articulista recorre ao conceito de “Democracia Totalitária”, desenvolvido pelo historiador e filósofo israelense Jacob Leib Talmon, teoria que, segundo Góes, ajuda a compreender momentos em que instituições democráticas passam a exercer poder político ampliado.

No texto, ele afirma que “não se tem memória de tamanho protagonismo do STF ao longo de sua história”, sugerindo que o atual momento representa uma mudança relevante no equilíbrio tradicional entre os Poderes da República.

Caso Banco Master e menções a ministros do STF

Outro ponto central do artigo é o chamado caso Banco Master, que, segundo Góes, teria potencial para se tornar um dos episódios mais relevantes da recente história financeira e política do país.

O autor menciona declarações atribuídas ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que teria classificado o episódio como um possível “maior escândalo financeiro da história do Brasil”, embora o caso ainda esteja em fase de apuração e debate público.

No texto, Góes afirma que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli aparecem associados ao contexto político do episódio, observando que o caso ainda se encontra em estágio inicial, mas poderia ganhar novos desdobramentos à medida que investigações avancem e que o cenário eleitoral se intensifique.

Segundo o articulista, a evolução do caso pode trazer à tona novos personagens políticos e institucionais.

Especulações políticas e cenário eleitoral

O artigo também menciona especulações políticas relacionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao banqueiro Daniel Vorcaro, citando encontros entre ambos em 2024 que teriam sido objeto de comentários no ambiente político.

Góes afirma que tais episódios teriam sido interpretados por analistas como parte de um contexto maior de negociações e decisões envolvendo o sistema financeiro e autoridades públicas.

No campo eleitoral, o autor também cita rumores sobre o senador Rodrigo Pacheco, que poderia disputar o governo de Minas Gerais. Segundo o texto, circula a hipótese de que eventual derrota eleitoral poderia ser compensada com indicação futura ao Supremo Tribunal Federal, interpretação que o próprio artigo apresenta como versão especulativa difundida no meio político.

Política externa e estratégia presidencial

Outro ponto abordado por Joaci Góes é a agenda internacional do presidente Lula. No artigo, o autor afirma que o chefe do Executivo tem intensificado compromissos diplomáticos e viagens internacionais.

Segundo Góes, alguns analistas interpretam essa movimentação como estratégia para ampliar oportunidades comerciais para o Brasil. Outros, no entanto, avaliam que a agenda internacional também poderia funcionar como forma de afastamento do debate político interno em momentos de tensão institucional.

O articulista menciona ainda comentários políticos relacionados ao ambiente eleitoral e a manifestações culturais, incluindo referências a uma escola de samba que teria feito homenagem ao presidente — episódio que, segundo o texto, foi alvo de interpretações diversas no debate público.

Debate sobre o papel institucional do STF

Ao longo do artigo, Joaci Góes expressa preocupação com o que considera um momento de desgaste institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal.

Segundo ele, o cenário atual levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre os Poderes da República e sobre o papel histórico da Corte na defesa da Constituição.

O autor afirma que a imagem do STF estaria sendo submetida a um período de forte contestação pública, em contraste com o papel tradicional do tribunal como instância máxima do sistema jurídico brasileiro.


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