O artigo “Temeridade ou desprezo pelo Judiciário?”, assinado pelo jornalista Joaci Góes e publicado na Tribuna da Bahia em 19 de fevereiro de 2026, apresenta uma análise crítica sobre o cenário político nacional, relacionando o desfile de Carnaval no Rio de Janeiro, as dificuldades eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e denúncias envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). O texto associa esses episódios a uma suposta deterioração institucional e a impactos sobre o ambiente político-eleitoral.
Joaci Góes inicia a análise com referência à homenagem prestada a Lula por uma escola de samba durante o desfile no Rio de Janeiro. Segundo o autor, a apresentação teria configurado “ostensiva propaganda política ilegal”, avaliação que, conforme o artigo, estaria disseminada entre especialistas e analistas políticos. O texto afirma que o episódio poderia se tornar um obstáculo adicional à tentativa de reeleição do presidente, sobretudo por ter ocorrido, segundo a interpretação do articulista, com conhecimento prévio da Presidência.
Carnaval, desgaste político e cenário eleitoral
De acordo com o artigo, o episódio do desfile teria ampliado o desgaste político do governo, especialmente em meio às repercussões do chamado “caso Master”, mencionado como foco central de críticas ao Executivo. O autor sustenta que o interesse da opinião pública estaria concentrado nos efeitos negativos desse caso e no depoimento do empresário Daniel Vorcaro, apontado no texto como potencialmente mais prejudicial ao governo.
Góes também afirma que o governo enfrentaria dificuldades para encontrar candidatos competitivos nos estados, o que, segundo a análise, indicaria uma fragilidade eleitoral. Como exemplo, o autor cita o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmando que ele teria evitado vincular sua imagem à do presidente durante a campanha estadual.
Contrato envolvendo esposa de ministro do STF
O artigo dedica parte relevante do texto a menções a um contrato firmado pelo empresário Daniel Vorcaro com a esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. Segundo o articulista, o acordo teria valor total de R$ 129,6 milhões, dividido em 36 parcelas de R$ 3,6 milhões. O autor afirma que não haveria informações públicas claras sobre o objeto do contrato.
No texto, o caso é descrito como “advocacia administrativa”, classificação apresentada como interpretação de analistas citados de forma genérica. O articulista sustenta que os valores mencionados estariam entre os maiores já atribuídos a honorários advocatícios no país, e levanta questionamentos sobre o processo de negociação que teria resultado nesses montantes.
O artigo também faz menção ao ministro Dias Toffoli, descrito pelo autor como alvo de críticas generalizadas, sem detalhar os fatos específicos associados à referência.
Críticas institucionais e cenários para o STF
Na parte final, o texto apresenta uma análise crítica da atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal, com avaliações duras sobre decisões judiciais e condutas institucionais. O autor afirma que haveria um debate público sobre possíveis saídas para ministros considerados “faltosos”, incluindo cenários como aposentadoria antecipada ou processos de impeachment.
O artigo sustenta que uma eventual crise institucional poderia produzir impactos políticos amplos, inclusive sobre partidos e alianças, embora não apresente dados empíricos ou declarações oficiais para sustentar essa hipótese.








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