O Brasil registrou crescimento de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, alcançando R$ 12,7 trilhões em bens e serviços produzidos, segundo dados divulgados na terça-feira (03/03/2026) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado posiciona o país na sexta colocação entre as economias do G20 que já apresentaram números consolidados.
O levantamento aponta que o Brasil ficou à frente dos Estados Unidos, cuja economia avançou 2,2% no período. O desempenho brasileiro mantém a sequência de crescimento iniciada há cinco anos, embora com perda de ritmo em comparação a 2024, quando a alta foi de 3,4%.
O PIB mede o conjunto de bens e serviços finais produzidos no país e funciona como principal indicador do comportamento econômico. Em 2025, a agropecuária foi o setor que mais contribuiu para a expansão.
Ranking do G20 e desempenho comparado
Logo após a divulgação oficial, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda publicou ranking com 16 integrantes do bloco que já consolidaram resultados. A Índia lidera a lista com 7,5% de crescimento.
Também aparecem à frente do Brasil Indonésia, China, Arábia Saudita e Turquia. A economia brasileira ocupa a sexta posição, superando países como Canadá, Reino Unido, Japão e Alemanha.
O governo classificou o resultado como consistente diante do cenário de política monetária restritiva e inflação acima da meta ao longo do ano.
Desaceleração e impacto dos juros
Apesar da expansão, o relatório técnico aponta desaceleração da atividade econômica, associada à política de juros elevados. Segundo a SPE, a estratégia contracionista contribuiu para reduzir pressões inflacionárias ao limitar consumo e crédito.
O estudo menciona o fechamento do hiato do produto, indicador que mede a capacidade de crescimento sem gerar inflação. A elevação dos juros teria contido a demanda agregada e moderado os preços.
Essa dinâmica se refletiu principalmente no segundo semestre, quando a economia apresentou estabilidade em relação aos primeiros meses do ano.
Papel da Selic e medidas do Banco Central
A política monetária foi conduzida pelo Banco Central do Brasil, por meio do Comitê de Política Monetária, que elevou a taxa Selic para 15% ao ano em junho de 2025, mantendo o patamar até o fim do período analisado.
A Selic influencia financiamentos, empréstimos e investimentos. Em níveis mais altos, encarece o crédito, reduz o consumo e desacelera a atividade produtiva. Como consequência, o controle inflacionário tende a ocorrer com menor ritmo de geração de empregos.
Ainda assim, o IBGE registrou a menor taxa de desemprego da série histórica ao final de 2025, segundo o boletim oficial.
Projeções para 2026
O Copom indicou a intenção de iniciar cortes na Selic na reunião marcada para 17 e 18 de março, sinalizando possível estímulo à atividade econômica. A expectativa é de impacto positivo sobre indústria, construção civil e serviços.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que fatores externos não devem comprometer o ciclo de redução dos juros.
A SPE projeta crescimento de 2,3% para o PIB em 2026, com menor contribuição da agropecuária e maior participação de indústria e serviços, além de estímulos relacionados à reforma tributária da renda e expansão do crédito.
*Com informações da Agência Brasil.








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