O deputado estadual Marcelino Galo (PT) criticou neste domingo (08/03/2026) as declarações do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) após a oposição sugerir que a exoneração do tenente-coronel André Luís Teodósio Presa de uma função administrativa na Polícia Militar da Bahia (PMBA) teria motivação política. Segundo o parlamentar, a medida integrou um processo administrativo de reorganização interna da corporação, decorrente de mudanças na direção do órgão ao qual o oficial estava vinculado, e não representaria qualquer forma de perseguição política.
O episódio ganhou repercussão após manifestações públicas de integrantes da oposição que interpretaram a exoneração como possível retaliação política. Em resposta, Marcelino Galo afirmou que a leitura apresentada por adversários do governo estadual distorce o contexto administrativo da decisão.
De acordo com o parlamentar petista, a própria Polícia Militar da Bahia esclareceu oficialmente que a mudança ocorreu no âmbito de ajustes internos na estrutura de gestão. Segundo ele, alterações desse tipo são comuns em processos de reorganização administrativa, especialmente quando há mudanças na direção de órgãos ou unidades da corporação.
Galo afirmou que transformar uma decisão administrativa em acusação política representa uma tentativa de “distorcer os fatos para atacar o governo do estado”. Para o deputado, a narrativa divulgada por setores da oposição teria ampliado a controvérsia sem considerar os esclarecimentos institucionais já apresentados pela corporação.
Exoneração ocorreu em processo de reorganização interna
Segundo a explicação divulgada pela Polícia Militar da Bahia, a exoneração do tenente-coronel André Luís Teodósio Presa ocorreu em função de uma reorganização administrativa decorrente da mudança na direção do órgão ao qual o oficial estava vinculado.
No entendimento de Marcelino Galo, esse tipo de movimentação é procedimento regular dentro da administração pública, especialmente em instituições com grande estrutura hierárquica, como a Polícia Militar.
O parlamentar afirmou ainda que o Diário Oficial do Estado registra diversas alterações administrativas semelhantes, envolvendo transferências, exonerações e nomeações dentro da corporação. Na avaliação do deputado, a seleção de um único caso para caracterizar perseguição política ignora o contexto mais amplo das movimentações institucionais.
Críticas direcionadas a ACM Neto
Durante sua manifestação pública, Marcelino Galo também criticou diretamente o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. Segundo ele, a interpretação política atribuída à exoneração ignora práticas administrativas comuns na gestão pública.
O parlamentar afirmou que, na condição de ex-gestor municipal, ACM Neto teria conhecimento de que mudanças de equipe e reorganizações administrativas são frequentes em governos e órgãos públicos.
Ainda de acordo com Galo, ao atribuir motivação política ao caso, o ex-prefeito teria optado por uma narrativa que desconsidera as explicações oficiais da corporação. O deputado afirmou que a divulgação dessa interpretação nas redes sociais contribuiu para ampliar o debate político em torno do episódio.
Debate político remete ao histórico do carlismo na Bahia
Na crítica mais ampla ao adversário político, Marcelino Galo também associou o episódio a um debate histórico sobre práticas políticas na Bahia. O parlamentar afirmou que a perseguição política teria marcado períodos anteriores da política estadual, especialmente durante governos ligados ao chamado carlismo.
O deputado mencionou a trajetória política do ex-senador Antônio Carlos Magalhães, avô de ACM Neto, como referência histórica desse modelo de disputa política. Segundo ele, governos posteriores teriam promovido mudanças nesse padrão de relação institucional com adversários políticos.
Para Galo, a tentativa de associar decisões administrativas do atual governo a práticas de perseguição política representaria uma forma de reinterpretação da história política do estado.










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