Evento “Síndrome do Amor” reúne mães atípicas no Hospital da Mulher de Feira de Santana e reforça importância da fisioterapia no desenvolvimento infantil

O Hospital Inácia Pinto dos Santos, conhecido como Hospital da Mulher, em Feira de Santana, sediou na quinta-feira (26/03/2026) o evento “Síndrome do Amor”, reunindo cerca de 20 crianças com Síndrome de Down e seus familiares acompanhados pelo ambulatório de Pediatria da unidade.

A iniciativa, promovida pela Fundação Hospitalar por meio da equipe de Fisioterapia, teve como objetivo fortalecer o acolhimento, orientar mães atípicas e destacar a importância do acompanhamento especializado no desenvolvimento infantil.

O encontro também reuniu profissionais de saúde e estudantes, promovendo troca de experiências, atividades educativas e orientação prática para cuidados no ambiente domiciliar.

Relatos destacam impacto do acompanhamento especializado

Durante o evento, mães compartilharam experiências sobre o diagnóstico e a rotina de cuidados com os filhos, evidenciando os desafios e avanços proporcionados pelo acompanhamento contínuo.

A promotora de vendas Maria Madalena de Jesus dos Santos, de 41 anos, relatou que descobriu a condição da filha após o parto e destacou a importância da fisioterapia no desenvolvimento motor da criança.

Segundo ela, o atendimento recebido no Hospital da Mulher permite acesso a acompanhamento multidisciplinar, incluindo consultas com neuropediatra e sessões regulares de fisioterapia, com orientações que podem ser aplicadas em casa.

Acolhimento e rede de apoio às famílias

A moradora do bairro Gabriela, Josélia de Oliveira Santos, de 40 anos, afirmou que o diagnóstico inicial representou um desafio, exigindo adaptação à nova rotina de cuidados e acompanhamento médico.

Ela destacou o papel do hospital como rede de apoio para famílias, oferecendo acolhimento e integração entre mães que vivenciam situações semelhantes.

A mãe de primeira viagem Andréa Santos também ressaltou o suporte psicológico recebido na unidade, apontando que o acompanhamento contribuiu para a adaptação à nova realidade e fortalecimento emocional.

Orientações práticas e atividades educativas

O evento incluiu oficinas conduzidas pela equipe de Fisioterapia, com orientações sobre posicionamento adequado, estímulos motores e cuidados diários com os bebês.

A fisioterapeuta Édila Carla Alves informou que o ambulatório atende entre 16 e 20 crianças por dia, com foco na otimização do atendimento e ampliação do acesso aos serviços.

Segundo a profissional, as atividades propostas permitem que as mães desenvolvam habilidades para estimular o desenvolvimento das crianças no ambiente domiciliar, complementando o tratamento realizado na unidade.

Atuação multidisciplinar e desafios no atendimento

O coordenador do setor de Fisioterapia, André Neves, destacou que o acompanhamento de crianças atípicas envolve rotina de atendimentos frequentes, exames e suporte contínuo às famílias.

Ele ressaltou que muitas crianças atendidas nasceram prematuras e necessitam de acompanhamento desde o período neonatal, incluindo assistência em setores como UTI Neonatal, UCINCo e UCINCa, dentro do Método Canguru.

A equipe de fisioterapia conta com profissionais especializados que atuam de forma integrada à equipe multidisciplinar, contribuindo para melhoria do desenvolvimento motor, redução do tempo de internação e qualificação do atendimento.

Fortalecimento da assistência pelo SUS

A Fundação Hospitalar tem ampliado a oferta de serviços no Hospital da Mulher, com foco na integração da fisioterapia ao cuidado multidisciplinar no Sistema Único de Saúde (SUS).

A estratégia busca garantir assistência contínua, qualificada e acessível às crianças e famílias, promovendo melhorias no fluxo de atendimento e nos resultados clínicos.

O evento reforçou a importância de iniciativas que unem assistência, orientação e acolhimento, ampliando o suporte às famílias atendidas pela rede pública.


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