O governo federal lançou, na segunda-feira (16/03/2026), em Brasília, o Plano Clima, documento estratégico que estabelece diretrizes para redução das emissões de gases de efeito estufa e adaptação à crise climática. A iniciativa busca orientar ações do Estado e da sociedade rumo a uma economia de baixo carbono.
A principal meta do plano é reduzir entre 59% e 67% as emissões de dióxido de carbono até 2035, com base nos níveis registrados em 2005.
O documento também projeta que o Brasil alcance a neutralidade de emissões até 2050, eliminando a liberação líquida de gases de efeito estufa.
Elaboração participativa e diretrizes estratégicas
A construção do Plano Clima teve início em 2023 e contou com a participação de cerca de 24 mil pessoas, resultando em aproximadamente 5 mil propostas.
As contribuições foram analisadas e consolidadas pelo Comitê Interministerial sobre Mudança Climática, composto por 25 ministérios.
O plano reúne medidas voltadas à mitigação das emissões e adaptação aos impactos climáticos, com foco em políticas públicas integradas.
Governo destaca cenário de emergência climática
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que o documento reflete a participação da sociedade civil e orientará as ações governamentais.
Segundo a ministra, o país enfrenta uma situação de emergência climática, com impactos já registrados em diferentes regiões.
Ela citou eventos recentes, como desastres na Bahia (2021), no Rio Grande do Sul (2023), em São Sebastião (2024) e na Amazônia (2024), além de ocorrências recentes em Minas Gerais.
Financiamento e instrumentos econômicos
O Plano Clima contará com financiamento de diferentes fontes, incluindo o programa Eco Invest Brasil, voltado à atração de capital privado.
Também estão previstos recursos da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica, que reúne investimentos nacionais e internacionais.
Outra fonte será o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
Recursos disponíveis e aplicação
Para 2026, o Fundo Clima contará com mais de R$ 33 bilhões em recursos, sendo R$ 27,5 bilhões destinados a operações reembolsáveis via BNDES.
Os investimentos devem apoiar projetos voltados à redução de emissões, transição energética e adaptação às mudanças climáticas.
A aplicação dos recursos seguirá critérios técnicos definidos pelo governo federal, com foco em resultados mensuráveis.
Objetivos de longo prazo e impacto esperado
O Plano Clima estabelece uma estratégia nacional para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, integrando políticas ambientais, econômicas e sociais.
A meta de neutralidade até 2050 está alinhada a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.
A implementação das ações previstas deverá impactar setores como energia, transporte, indústria e uso da terra.








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