O governo do Irã realiza nesta quarta-feira (18/03/2026) o funeral de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, morto em um ataque atribuído a Israel. A morte da autoridade intensificou a crise no Oriente Médio, com autoridades iranianas prometendo retaliação com possíveis impactos internacionais.
A confirmação do óbito foi feita pelo próprio conselho na noite de terça-feira (17/03/2026). Larijani, de 67 anos, era considerado uma das principais lideranças políticas e estratégicas do país.
A cerimônia fúnebre ocorre em Teerã e inclui também o enterro de outras vítimas de operações militares recentes, ampliando o contexto de tensão regional.
Cerimônia reúne lideranças e vítimas do conflito
O funeral está previsto para ocorrer a partir das 14h no horário local (7h30 em Brasília), reunindo autoridades e integrantes do governo iraniano.
Além de Larijani, será realizada a cerimônia do comandante da força paramilitar Basij, Gholamreza Soleimani, também morto em ataque confirmado na mesma data.
A programação inclui ainda o sepultamento de mais de 80 militares iranianos que estavam a bordo de uma fragata atingida pelos Estados Unidos há duas semanas, ao largo do Sri Lanka.
Conflito avança e amplia lista de lideranças mortas
A morte de Larijani se soma a uma série de baixas entre lideranças iranianas desde o início do conflito, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, morto em sexta-feira (28/02/2026), segundo autoridades locais.
O conflito chega ao 19º dia, com impactos na estabilidade regional e reflexos no setor energético, especialmente na produção e transporte de petróleo.
O chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou que o país está preparado para um conflito prolongado, com possíveis consequências além da região.
Retaliações e ataques ampliam tensão
Após a morte de Larijani, o Irã e o grupo Hezbollah realizaram ataques coordenados contra Israel, com o lançamento de mais de 50 projéteis.
Parte dos mísseis foi interceptada pelo sistema de defesa israelense, mas houve registro de duas mortes e danos em áreas da região central do país.
Outros ataques foram direcionados a alvos estratégicos em países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Iraque.
Ações militares atingem bases e regiões estratégicas
Autoridades relataram que projéteis iranianos foram interceptados próximos a instalações militares, incluindo a base aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita.
Nos Emirados Árabes Unidos, um artefato atingiu área próxima à base Al Moinhad, sem registro de vítimas.
Explosões também foram registradas em Erbil, no norte do Iraque, onde há presença de forças internacionais e interesses estratégicos.
Cenário político e posicionamento internacional
De acordo com informações divulgadas por autoridades, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, rejeitou propostas de redução de tensões e negociações de cessar-fogo.
Relatórios indicam que o país mantém capacidade operacional e segue realizando ataques coordenados, mesmo após perdas na liderança.
Avaliações internacionais apontam que o Irã demonstra disposição para manter o conflito, enquanto Estados Unidos e aliados monitoram a escalada militar.
*Com informações da RFI e Sputnik News.








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