O governo de Israel anunciou, na terça-feira (17/03/2026), a morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, durante ataques aéreos realizados na madrugada em território iraniano. Segundo o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, a operação também resultou na morte do general Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij.
De acordo com Katz, a ação foi conduzida pelas forças armadas israelenses e teve como alvo integrantes da alta cúpula do regime iraniano, no contexto da escalada militar entre os dois países.
O governo iraniano não confirmou oficialmente as mortes até o momento, enquanto as informações divulgadas por Israel ainda não foram verificadas por fontes independentes.
Declarações oficiais e estratégia militar
Em pronunciamento, o ministro israelense afirmou ter recebido a confirmação das mortes por meio do chefe do Estado-Maior, reforçando que as operações seguem com foco na neutralização de lideranças e estruturas estratégicas.
Katz declarou que a ofensiva continuará com ações voltadas à destruição de infraestruturas militares e sistemas de lançamento de mísseis.
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também divulgou posicionamento destacando o avanço das operações e reiterando o apoio às ações militares em curso.
Papel de Ali Larijani no regime iraniano
A morte de Ali Larijani representa impacto na estrutura política do Irã, onde exercia função central no Conselho Supremo de Segurança Nacional, órgão responsável por decisões estratégicas nas áreas de defesa e política externa.
Com formação em filosofia e atuação política consolidada, Larijani ocupou cargos como ministro, presidente do Parlamento e candidato à presidência, além de participar de negociações relacionadas ao programa nuclear iraniano.
Nos últimos anos, seu nome foi associado a possíveis interlocuções internacionais, especialmente em temas sensíveis envolvendo relações com potências ocidentais.
Estrutura de poder e disputas internas
Analistas apontam que, apesar de sua posição institucional, o poder de Larijani coexistia com a influência de outros setores, como a Guarda Revolucionária, considerada uma das principais forças políticas e militares do país.
Esse cenário indica a existência de divisões internas no sistema de poder iraniano, com diferentes grupos exercendo influência sobre decisões estratégicas.
A atuação de Larijani também gerava avaliações divergentes entre especialistas, que o viam tanto como potencial negociador quanto como integrante do núcleo decisório do regime.
Ataques a instalações estratégicas em Teerã
O anúncio das mortes ocorre após Israel afirmar que realizou, na segunda-feira (02/03/2026), ataques contra o palácio presidencial iraniano e prédios do Conselho Supremo de Segurança Nacional, em Teerã.
Segundo as forças israelenses, os alvos incluíram complexos ligados à liderança política e militar, com uso de armamentos de alta intensidade.
Até o momento, não há confirmação independente sobre o número de vítimas ou a extensão dos danos causados nessas operações.
Escalada do conflito e cenário internacional
A ofensiva integra um cenário de escalada militar entre Israel e Irã, com aumento de ataques diretos e indiretos entre os países.
A morte de lideranças estratégicas pode influenciar o equilíbrio interno do regime iraniano e impactar as relações internacionais na região.
Especialistas indicam que o cenário permanece instável, com possibilidade de novos desdobramentos no curto prazo.
*Com informações da RFI.








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