Novos ataques aéreos de Israel atingiram o centro e a zona sul de Beirute na manhã de quarta-feira (11/03/2026), ampliando a ofensiva militar contra áreas consideradas redutos do Hezbollah no Líbano. Os bombardeios ocorreram após alertas emitidos pelo Exército israelense e atingiram diferentes regiões da capital libanesa.
De acordo com a agência oficial libanesa Ani, um dos ataques ocorreu no bairro de Aïcha Bakkar, no centro de Beirute. Até o momento, não foi divulgado balanço oficial de vítimas nessa área. A ofensiva marca a segunda vez que forças israelenses atingem o centro da capital desde domingo (08/03/2026).
A campanha militar ocorre paralelamente a bombardeios em outras regiões consideradas estratégicas para o Hezbollah. Segundo autoridades libanesas, pelo menos 570 pessoas morreram desde o início das operações militares, além de centenas de milhares de deslocados internos.
Ataques atingem redutos do Hezbollah
A zona sul de Beirute, frequentemente associada à presença do Hezbollah, voltou a ser alvo de bombardeios após aviso prévio do Exército israelense. As forças militares afirmam que os ataques têm como objetivo infraestruturas ligadas ao grupo armado.
O prédio atingido no centro da capital fica próximo à Dar al-Fatwa, instituição religiosa representativa da comunidade muçulmana sunita no Líbano. Moradores relataram momentos de tensão durante os ataques, que ocorreram em sequência.
Segundo relatos locais, um primeiro bombardeio foi seguido por uma segunda explosão poucos minutos depois, o que levou moradores a buscar abrigo dentro de edifícios e áreas protegidas.
Operações militares também atingem o Vale do Bekaa
Ainda na quarta-feira (11/03/2026), ataques israelenses atingiram a planície do Bekaa, região no leste do Líbano associada à presença do Hezbollah e próxima à fronteira com a Síria.
De acordo com o Ministério da Saúde libanês, a ofensiva deixou sete mortos e 18 feridos. Informações divulgadas pela agência Ani indicam que uma das explosões atingiu uma residência ocupada por uma família de refugiados sírios.
Desde o início da ofensiva militar no Líbano, há cerca de dez dias, o Exército israelense realizou duas operações na região do Bekaa, ampliando o alcance das ações militares no território libanês.
Crise humanitária e aumento de deslocados
A intensificação dos ataques elevou o número de pessoas deslocadas dentro do país. Dados oficiais indicam que cerca de 759.300 pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, incluindo mais de 122 mil abrigadas em centros administrados pelo Estado.
A representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) no Líbano, Karolina Lindholm Billing, alertou que o número de deslocados continua crescendo rapidamente. Segundo ela, muitas famílias abandonaram suas residências com poucos pertences.
Em Beirute, o complexo da Cidade Esportiva foi transformado em acampamento para receber parte da população deslocada pelos bombardeios.
Confrontos na fronteira e escalada do conflito
Além dos ataques aéreos, confrontos também foram registrados na fronteira entre Israel e o sul do Líbano. Combatentes do Hezbollah afirmaram ter atacado tropas israelenses próximas às cidades de Khiam e Odaisseh, localizadas na área fronteiriça.
O grupo também reivindicou lançamentos de mísseis contra território israelense na quarta-feira (11/03/2026), ampliando o cenário de confrontos entre as forças envolvidas.
Em resposta, Israel emitiu novos avisos de evacuação para moradores de áreas próximas à fronteira, abrangendo uma faixa territorial que se estende da fronteira até o rio Litani, cerca de 30 quilômetros ao norte.
*Com informações da RFI.









Deixe um comentário