Ministro Guilherme Boulos diz que Governo negociou com caminhoneiros e paralisação nacional é adiada após alta do diesel

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que o governo negociou com caminhoneiros para evitar uma greve nacional, após assembleia realizada na quinta-feira (19/03/2026). Na reunião, lideranças da categoria decidiram não deflagrar paralisação imediata, mesmo diante da alta no preço do diesel.

Os representantes dos caminhoneiros informaram que irão avaliar o cenário e voltar a se reunir na quarta-feira (26/03/2026) para definir se haverá mobilização em todo o país.

A decisão ocorre em meio ao aumento superior a 20% no preço do diesel nas últimas semanas, associado à elevação do valor do petróleo no mercado internacional.

Negociação com o governo federal

Em entrevista concedida na sexta-feira (20/03/2026), Guilherme Boulos afirmou que o governo conduziu negociações diretas com lideranças da categoria, buscando evitar impactos de uma paralisação.

Segundo o ministro, houve diálogo contínuo com os caminhoneiros, incluindo reunião realizada no Porto de Santos, com o objetivo de apresentar medidas e reduzir tensões relacionadas ao custo do combustível.

A agenda de negociações seguirá na terça-feira (25/03/2026), quando representantes da categoria devem se reunir novamente com o governo federal.

Medidas anunciadas e impacto no setor

Entre as ações adotadas, o governo federal editou a Medida Provisória nº 1.343/2026, que reforça a fiscalização do pagamento do piso mínimo do frete.

A medida busca garantir o cumprimento da legislação e contribuir para a equilíbrio nas relações comerciais do transporte rodoviário de cargas.

Além disso, o governo zerou tributos federais sobre o diesel, como PIS e Cofins, com o objetivo de conter o impacto da alta nos preços.

Debate sobre preço do diesel e tributos estaduais

Durante a entrevista, o ministro atribuiu o aumento do diesel a fatores de mercado e mencionou a atuação de distribuidoras no reajuste dos preços.

O governo federal também negocia com estados para discutir a possibilidade de redução ou isenção do ICMS, imposto estadual que incide sobre combustíveis.

A proposta é ampliar as medidas de contenção de custos para o setor de transporte, considerado estratégico para a economia.

Cenário segue em avaliação pela categoria

As lideranças dos caminhoneiros mantêm o acompanhamento da evolução dos preços e das medidas governamentais antes de decidir por uma possível paralisação.

A definição final sobre a mobilização dependerá dos resultados das negociações e das condições econômicas observadas até a próxima assembleia.

O tema segue em discussão entre governo, representantes da categoria e entes federativos, com foco na estabilidade do setor.

*Com informações da Agência Brasil.


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