A Policlínica do Tomba promoveu neste início de março de 2026 uma capacitação técnica voltada aos protocolos de prevenção, coleta e manejo de casos suspeitos de MPOX, reunindo profissionais das áreas de laboratório, recepção e enfermagem. A iniciativa contou com a participação do Núcleo de Educação Permanente (NEP), da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (VIEP) e do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH). Embora não haja registro de casos da doença no município, a atividade integra um conjunto de ações preventivas voltadas ao fortalecimento da vigilância em saúde e à preparação das equipes para uma resposta rápida e segura diante de eventuais ocorrências.
Localizada em Feira de Santana, a Policlínica do Tomba integra a rede municipal de saúde e é administrada pelo Instituto de Saúde Nossa Senhora da Vitória (INSV). A unidade desempenha papel relevante na assistência ambulatorial especializada e na articulação com as estratégias de vigilância epidemiológica do município.
A realização da capacitação reflete uma estratégia de qualificação contínua das equipes de saúde, com foco na padronização de procedimentos e na atualização técnica dos profissionais que atuam diretamente no atendimento à população.
Durante o encontro, foram discutidos protocolos específicos voltados ao atendimento inicial de casos suspeitos de MPOX, incluindo fluxos operacionais internos, critérios de notificação e procedimentos necessários para garantir a segurança de pacientes e profissionais.
Protocolos de coleta e biossegurança
Entre os principais temas abordados durante o treinamento estiveram os procedimentos adequados para coleta de amostras biológicas, etapa considerada essencial para a confirmação diagnóstica da doença.
As equipes receberam orientações detalhadas sobre:
- Tipos de amostras indicadas para investigação laboratorial
- Critérios de identificação e acondicionamento do material
- Normas de biossegurança durante todas as etapas do processo
Também foram reforçadas recomendações sobre o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), elemento fundamental para reduzir riscos ocupacionais e garantir a proteção das equipes de saúde.
Outro ponto discutido foi o armazenamento e transporte das amostras biológicas, assegurando a integridade do material até o processamento laboratorial e evitando eventuais falhas que possam comprometer o diagnóstico.
Além disso, o treinamento abordou a montagem padronizada da maleta de coleta, que reúne os insumos necessários para o procedimento, garantindo maior eficiência e organização no atendimento de possíveis casos suspeitos.
O que é a MPOX
A MPOX, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções respiratórias ou objetos contaminados, especialmente em situações de contato próximo e prolongado.
Entre os sintomas mais comuns da doença estão:
- Febre
- Dores musculares
- Aumento dos gânglios linfáticos
- Erupções e lesões cutâneas
A identificação precoce e o diagnóstico laboratorial adequado são considerados fatores essenciais para a adoção de medidas de isolamento e para evitar a disseminação do vírus.
Fortalecimento da prevenção na rede municipal
A capacitação realizada na Policlínica do Tomba integra uma estratégia mais ampla voltada ao fortalecimento da vigilância epidemiológica e da capacidade de resposta do sistema municipal de saúde.
Mesmo sem registro de casos confirmados da doença em Feira de Santana até o momento, autoridades sanitárias mantêm protocolos de monitoramento e treinamento permanente das equipes.
A atualização técnica contínua dos profissionais busca assegurar que todas as etapas de atendimento — da triagem ao diagnóstico — sejam executadas com rapidez, segurança e precisão, preservando a qualidade da assistência prestada à população.
Prevenção e vigilância diante de doenças emergentes
A realização de treinamentos preventivos sobre MPOX evidencia a crescente importância da preparação antecipada dos sistemas de saúde diante de doenças emergentes ou reemergentes. Nos últimos anos, episódios envolvendo vírus de transmissão zoonótica têm demonstrado a necessidade de respostas rápidas e bem coordenadas entre vigilância epidemiológica, unidades assistenciais e laboratórios.
Nesse contexto, iniciativas de capacitação contínua representam um componente estratégico para a redução de riscos sanitários e para a padronização dos protocolos clínicos e laboratoriais, especialmente em municípios de grande porte como Feira de Santana, que funcionam como polos regionais de atendimento.
Ao investir na qualificação das equipes antes da ocorrência de casos confirmados, a rede municipal busca consolidar uma abordagem preventiva, capaz de evitar atrasos diagnósticos, reduzir riscos de transmissão e garantir maior eficiência na resposta institucional diante de eventuais cenários epidemiológicos adversos.








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