A implantação de serviços itinerantes de saúde, por meio de unidades móveis e mutirões periódicos, foi sugerida como estratégia para ampliar o acesso da população aos atendimentos da rede pública em Feira de Santana. A iniciativa foi apresentada pelo vereador Pedro Américo, que encaminhou indicação ao prefeito José Ronaldo, recomendando análise técnica da proposta pela Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo o parlamentar, a medida busca atender principalmente moradores de bairros periféricos, distritos e comunidades da zona rural, onde o deslocamento até unidades fixas representa obstáculo logístico e financeiro. A oferta descentralizada poderia reduzir barreiras de acesso e ampliar a cobertura assistencial.
A proposta prevê a realização de consultas clínicas, atendimentos de saúde mental, orientação social e encaminhamentos para exames, com equipes multidisciplinares compostas por médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e técnicos de enfermagem.
Dificuldades de acesso e impacto na prevenção
De acordo com o vereador, parte significativa da população enfrenta limitações de transporte público, distância geográfica e sobrecarga das unidades básicas e policlínicas, fatores que dificultam consultas regulares e acompanhamento contínuo.
Esse cenário pode comprometer ações preventivas, diagnósticos precoces e controle de doenças crônicas, resultando em agravamento de quadros clínicos que poderiam ser tratados de forma antecipada na atenção primária.
A descentralização dos serviços, por meio de visitas periódicas das equipes, permitiria aproximação do sistema de saúde com a comunidade, ampliando a identificação de demandas reprimidas.
Funcionamento das unidades móveis
A indicação sugere que as unidades móveis realizem atendimentos clínicos gerais, avaliações psicológicas e psiquiátricas, orientações sociais e triagens para exames e tratamentos especializados. O formato incluiria agendas programadas em diferentes localidades ao longo do mês.
Com a triagem no próprio território, pacientes poderiam ser direcionados de forma mais organizada às policlínicas e hospitais, otimizando o fluxo da rede municipal.
O modelo também pode facilitar campanhas de prevenção, vacinação e educação em saúde, integrando ações assistenciais e informativas.
Redução de filas e gestão de recursos
Entre os resultados esperados, o vereador aponta a redução das filas de consultas eletivas, a partir do desafogamento das unidades fixas e da redistribuição da demanda. A medida pode contribuir para maior eficiência no atendimento.
Outro ponto destacado é a otimização do uso dos recursos públicos, com melhor planejamento das equipes e identificação antecipada de necessidades locais, evitando deslocamentos desnecessários de pacientes.
Segundo o parlamentar, a proposta está alinhada aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), como universalidade, integralidade e equidade, ao priorizar populações com maior vulnerabilidade territorial.








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