Na quinta-feira, 16/04/2026, o escritor Joaci Góes publicou o artigo “Abraço de afogados” na Tribuna da Bahia, no qual apresenta uma análise crítica sobre o cenário político brasileiro, com foco na atuação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Supremo Tribunal Federal. O texto sustenta a existência de uma crise institucional, apontando suposta deterioração da imagem do Judiciário e tensões entre os Poderes, além de questionar decisões e condutas de ministros da Corte.
Críticas ao STF e à atuação de ministros
No artigo, Joaci Góes afirma que o Brasil atravessa um momento de instabilidade institucional, que atribui, em parte, à atuação do Supremo Tribunal Federal. O autor menciona diretamente os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, citando um suposto indiciamento no âmbito da CPI do Crime Organizado.
O articulista sustenta que o STF teria perdido prestígio institucional e afirma que a Corte enfrenta rejeição social. Ele escreve que haveria um “esfacelamento moral” do tribunal, embora tais afirmações reflitam exclusivamente sua interpretação dos fatos e não sejam acompanhadas, no texto, de dados empíricos ou pesquisas que sustentem a generalização.
Referências a conflitos internos e acusações públicas
O artigo também resgata episódios de embates entre ministros do STF. Góes menciona críticas públicas feitas por Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso direcionadas a Gilmar Mendes, classificando tais episódios como evidência de tensões internas na Corte.
Em relação aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o autor sustenta que deveriam ser afastados de suas funções enquanto eventuais investigações estivessem em curso. Ele compara a situação ao caso do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, mencionado como exemplo de afastamento institucional em defesa da imagem da Corte.
Avaliação política do governo Lula
No campo político, Joaci Góes direciona críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o chefe do Executivo estaria enfrentando queda de popularidade e dificuldades para lidar com a conjuntura política. O autor sugere que o presidente tenta se desvincular de aliados estratégicos, ao mesmo tempo em que negocia indicações para cargos relevantes.
Entre os nomes citados como possíveis indicados para futuras vagas, o texto menciona o senador Rodrigo Pacheco e o procurador-geral Paulo Gonet, apontados como potenciais ocupantes de posições estratégicas no Judiciário.
O artigo também associa o cenário político à situação econômica, mencionando o endividamento das famílias brasileiras e criticando decisões governamentais relacionadas à condução econômica e fiscal.
Ao longo do texto, o autor utiliza referências clássicas para sustentar sua argumentação. A expressão latina “Qui gladio ferit gladio perit” é citada como metáfora para o momento político, enquanto a frase atribuída ao pensador francês Joseph de Maistre — “Cada povo tem o governo que merece” — é utilizada para sintetizar sua visão sobre a relação entre sociedade e poder político.
Essas referências reforçam o tom opinativo do artigo, característico do gênero editorial, no qual a interpretação dos fatos é central.








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