Na manhã de quarta-feira (29/04/2026), a Câmara Municipal de Feira de Santana aprovou, em regime de urgência, o Projeto de Lei Complementar nº 14/2026, que autoriza a constituição de estrutura de garantia para viabilizar parceria público-privada (PPP) destinada à construção do Hospital de Feira de Santana (HFSA). A proposta foi votada em primeira e segunda discussões durante sessões ordinária e extraordinária.
Com pareceres favoráveis das comissões de Constituição, Justiça e Redação e de Finanças, Orçamento e Fiscalização, o texto segue agora para sanção do prefeito José Ronaldo. A medida integra o planejamento municipal para ampliação da rede de saúde.
Segundo a justificativa do Executivo, o projeto busca reduzir o vazio assistencial na área da saúde e ampliar a oferta de serviços para a população do município.
Parceria público-privada prevê construção e operação do hospital
De acordo com o projeto, a iniciativa será realizada por meio de parceria público-privada na modalidade de concessão administrativa, conforme previsto na Lei Federal nº 11.079/2004 e na legislação municipal.
O modelo contempla a construção, operação e manutenção do Hospital de Feira de Santana, com participação de empresa concessionária responsável pela execução dos serviços.
Antes da contratação, estão previstos estudos de viabilidade técnica, operacional, econômica e jurídica, que irão fundamentar a escolha do modelo e a execução do projeto.
Recursos do Fundo Municipal de Saúde poderão ser vinculados
O texto aprovado autoriza o município a vincular parte dos recursos do Fundo Municipal de Saúde para garantir o pagamento das obrigações financeiras à concessionária.
Os valores destinados deverão ser transferidos para contas vinculadas específicas, conforme estabelecido no edital e no contrato da parceria.
A medida visa assegurar previsibilidade financeira ao contrato e viabilizar a execução do projeto hospitalar.
Receitas municipais também poderão reforçar garantias
Em caso de insuficiência dos recursos do Fundo Municipal de Saúde, o projeto permite a vinculação de receitas provenientes de transferências correntes ao município.
Esses valores também poderão ser direcionados às contas vinculadas de pagamento, garantindo a continuidade das obrigações contratuais.
O contrato da PPP deverá definir os montantes totais das vinculações, respeitando os limites legais estabelecidos.
Contrato prevê mecanismos automáticos de segregação de recursos
A proposta autoriza que instituições financeiras realizem a segregação automática dos recursos, destinando valores diretamente às contas de pagamento e de reserva.
Esse mecanismo busca organizar o fluxo financeiro e assegurar o cumprimento das obrigações previstas na parceria público-privada.
A operacionalização será detalhada no instrumento contratual, que estabelecerá regras para movimentação e controle dos recursos.
Ajustes orçamentários deverão atender legislação fiscal
O projeto também autoriza o Executivo a realizar adequações na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA), incluindo ajustes em metas fiscais.
As vinculações financeiras deverão observar os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), especialmente em relação à capacidade de pagamento do município.
A medida busca garantir a sustentabilidade fiscal do contrato e a compatibilidade com o planejamento orçamentário.











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