O público tem até sábado (18/04/2026) para visitar a Mostra 477 – 477 anos da Cidade da Bahia, exposição coletiva que reúne mais de 60 obras de arte produzidas por 62 artistas plásticos no Museu da Misericórdia da Bahia, em Salvador. A iniciativa marca o aniversário da capital baiana, celebrado em 29 de março.
A mostra apresenta trabalhos em diferentes linguagens, como pintura, fotografia, escultura e desenho, com produções que abordam aspectos como história, cultura, religiosidade, paisagens e cotidiano da cidade.
A visitação ocorre de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 16h30. O encerramento contará com um encontro com o arquiteto e professor Chico Senna, programado para o último dia da exposição.
Diversidade artística e homenagem à capital baiana
A exposição reúne artistas baianos e naturalizados, contemplando diferentes gerações e estilos. As obras refletem a pluralidade cultural de Salvador, destacando elementos ligados à identidade urbana e manifestações culturais da cidade.
Os curadores, Chico Mazzoni e Ângela Petitinga, informaram que a adesão ao projeto foi registrada desde o lançamento da proposta, em novembro de 2025, com participação expressiva dos artistas convidados.
Segundo a curadoria, a proposta é consolidar a mostra como um evento recorrente, com edições anuais no período de aniversário da cidade.
Curadoria e proposta de continuidade
A organização da mostra aponta que a iniciativa busca estabelecer um espaço permanente de encontro entre arte contemporânea e memória cultural. A intenção é fortalecer a produção artística local e ampliar o acesso do público às obras.
A curadoria também destaca a diversidade de técnicas e suportes utilizados, incluindo artes digitais, joalheria, escultura em diferentes materiais e linguagens híbridas.
Entre os trabalhos expostos, há produções que utilizam técnicas tradicionais e contemporâneas, ampliando o diálogo entre diferentes formas de expressão artística.
Tributo a Carybé e técnicas variadas
A mostra presta homenagem ao artista Carybé, com a exibição de duas obras que integram o conjunto expositivo. O tributo reforça a conexão entre a produção contemporânea e referências históricas da arte baiana.
As obras expostas utilizam materiais como metal, madeira, cerâmica e poliuretano, além de técnicas específicas, como o Raku, método de origem japonesa que utiliza ouro na finalização de peças cerâmicas.
O conjunto da exposição evidencia a variedade de abordagens estéticas e técnicas, refletindo a multiplicidade de interpretações sobre Salvador.
Encerramento com atividade cultural
O último dia da mostra contará com um bate-papo conduzido por Chico Senna, responsável pelo texto de apresentação da exposição. A atividade está prevista para ocorrer das 14h às 16h30, no próprio museu.
A programação busca ampliar a interação entre público e artistas, promovendo reflexão sobre os temas abordados nas obras.
A realização do evento reforça o papel dos espaços culturais na promoção da arte e na valorização da produção artística local.
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