Na quinta-feira (09/04/2026), em Salvador, a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e o Centro das Indústrias do Estado da Bahia (CIEB) empossaram suas novas diretorias para o mandato 2026–2030, em cerimônia realizada no auditório do SENAI Cimatec, reunindo autoridades políticas e representantes do setor produtivo. O empresário Carlos Henrique de Oliveira Passos foi reconduzido à presidência das duas entidades, assumindo o compromisso de conduzir uma agenda voltada à competitividade industrial, inovação tecnológica e sustentabilidade, em um contexto de desafios estruturais e transformação econômica.
A recondução de Carlos Henrique Passos ocorre após um primeiro ciclo iniciado em 2023, período em que a gestão consolidou bases institucionais e ampliou a atuação do Sistema FIEB. Em seu discurso, o presidente destacou que encontrou uma estrutura organizacional sólida, o que permitiu a implementação de projetos voltados ao fortalecimento da indústria baiana.
Entre as principais iniciativas já realizadas, foram citados o INDEX, considerado o maior evento da indústria no estado, a expansão de serviços tecnológicos do SENAI no interior — incluindo unidade em Feira de Santana — e o fortalecimento de parcerias com universidades e instituições de ensino.
A agenda estratégica para o quadriênio 2026–2030 foi estruturada em eixos centrais:
- Melhoria do ambiente de negócios
- Educação alinhada às demandas industriais
- Fortalecimento da inovação
- Superação de gargalos logísticos e energéticos
- Promoção da sustentabilidade
- Estímulo ao associativismo e diversificação produtiva
Esses pilares refletem uma tentativa de reposicionar a indústria baiana diante de desafios históricos, como baixa agregação de valor e dependência tecnológica.
Presença de autoridades e articulação institucional
A solenidade contou com a participação do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, que ressaltou a importância da FIEB como parceira estratégica em temas sensíveis, especialmente nas áreas energética e tarifária. Segundo ele, a cooperação entre setor público e indústria é essencial para enfrentar entraves estruturais.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, destacou a continuidade da gestão como fator de estabilidade institucional e enfatizou projetos conjuntos com o Sistema FIEB, como iniciativas de qualificação profissional e transformação digital, incluindo o Cimatec Digital.
Já o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, reforçou a necessidade de unidade em torno de uma indústria forte, com ênfase em inovação e investimentos estruturantes.
Expansão da infraestrutura e interiorização
Um dos pontos destacados pela gestão foi a ampliação da presença física do Sistema FIEB no estado. Foram mencionadas novas unidades em cidades como Candeias e Jequié, além de obras em andamento em Guanambi e Alagoinhas.
A interiorização das atividades industriais e tecnológicas aparece como elemento central da estratégia, com o objetivo de reduzir desigualdades regionais e ampliar a base produtiva. Nesse contexto, a inauguração do centro tecnológico do SENAI em Feira de Santana, prevista para 15 de abril, simboliza esse movimento de descentralização.
Além disso, foram ressaltados investimentos em segurança e saúde no trabalho, bem como iniciativas educacionais, como o Movimento Bahia pela Educação, voltadas à formação de mão de obra qualificada.
Nova diretoria do CIEB e fortalecimento do associativismo
Durante a cerimônia, também foi formalizada a posse da nova diretoria do CIEB, igualmente presidida por Carlos Henrique Passos. A entidade atua na promoção do associativismo industrial, na articulação institucional e na realização de eventos estratégicos voltados ao setor produtivo.
A convergência entre FIEB e CIEB sob a mesma liderança reforça uma estratégia de integração institucional, buscando maior eficiência na representação dos interesses industriais da Bahia.
Perfil do presidente
Engenheiro civil e empresário, Carlos Henrique Passos, de 64 anos, é natural de Conceição do Canindé (PI) e possui formação pela Escola Politécnica de Pernambuco, com especialização em Finanças Empresariais pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Sua trajetória inclui atuação na Caixa Econômica Federal e participação em conselhos estratégicos ligados ao desenvolvimento industrial e tecnológico, tanto em nível estadual quanto nacional.










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