A sessão da Câmara Municipal realizada na quarta-feira (01/04/2026) expôs a ausência de soluções concretas para a fila de regulação no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana. O vereador Edvaldo Lima (União Brasil) questionou a demora na adoção de medidas para reduzir a espera por procedimentos médicos e transferências hospitalares.
Durante o debate, o parlamentar destacou que, mesmo após a apresentação de dados pela direção da unidade, não houve definição de ações efetivas para enfrentar o problema. Segundo ele, a situação tem impactado diretamente pacientes que dependem do sistema público de saúde.
Edvaldo Lima afirmou ainda que o HGCA não suporta a atual demanda regional, o que contribui para a superlotação e o aumento da fila de regulação.
Superlotação e redução da rede credenciada
De acordo com o vereador, um dos fatores que agravam o cenário é o descredenciamento de unidades privadas do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo hospitais como São Mateus, Emec e Casa de Saúde Santana.
O parlamentar reforçou que a redução da rede conveniada tem concentrado atendimentos no HGCA, elevando a pressão sobre a unidade. Ele também criticou a falta de respostas objetivas após a participação da diretora Cristiana França na Câmara.
“A apresentação trouxe informações, mas não apontou soluções para o problema, que continua afetando a população”, declarou.
Proposta de hospital municipal
Durante a mesma sessão, o vereador Professor Ivamberg (PT) destacou o déficit de leitos hospitalares em Feira de Santana e defendeu a construção de uma nova unidade municipal para ampliar a capacidade de atendimento.
Em resposta, Edvaldo Lima informou que foram aprovados R$ 15 milhões em emendas impositivas destinados à construção do hospital municipal. Segundo ele, o Governo Municipal já sinalizou que a licitação da obra deve ocorrer em maio de 2026.
A proposta é vista como alternativa para reduzir a sobrecarga do HGCA e ampliar a oferta de serviços de saúde na cidade.
Debate segue sem definição
Apesar das discussões, não houve anúncio de medidas imediatas para reduzir a fila de regulação, o que mantém a preocupação entre os parlamentares e a população que depende do sistema público.
A expectativa é de que novos encaminhamentos sejam apresentados nas próximas sessões, principalmente diante da pressão por soluções estruturais e ampliação da rede de atendimento.
O tema deve permanecer em pauta, considerando o impacto direto na assistência hospitalar e no acesso a procedimentos médicos na região.








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