O Governo da Bahia apoia a candidatura do forró tradicional ao título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, com dossiê entregue à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. A iniciativa envolve o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, além dos ministérios da Cultura e das Relações Exteriores, com participação ativa do estado por meio do Consórcio Nordeste.
O documento apresenta o forró como manifestação cultural que integra música, dança e práticas sociais, amplamente difundida na região Nordeste. O gênero já foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Brasil em 2021.
A candidatura busca ampliar o reconhecimento internacional e consolidar políticas públicas voltadas à preservação e valorização do forró em diferentes territórios.
Articulação internacional e promoção cultural
A mobilização para o reconhecimento do forró inclui ações de promoção no exterior. Em 2025, o Governo da Bahia participou do Festival Internacional do Forró de Raiz, realizado em Lille, onde foi firmado um protocolo de cooperação entre os nove estados nordestinos.
O acordo estabelece compromissos para a salvaguarda, valorização e difusão internacional do forró, ampliando a visibilidade do gênero em eventos culturais fora do Brasil.
A iniciativa também fortalece o intercâmbio cultural e a articulação institucional em torno do reconhecimento do forró como patrimônio global.
Editais fortalecem cadeia produtiva do forró
No âmbito estadual, o Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura da Bahia, tem implementado políticas de fomento com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
Entre as ações está a Premiação Artística ao Forró da Bahia, que contou com investimento de cerca de R$ 700 mil e contemplou 28 agentes culturais, incluindo artistas, grupos e mestres do gênero.
A iniciativa busca preservar, difundir e incentivar a inovação no forró, promovendo o reconhecimento de trajetórias e o surgimento de novos talentos.
Incentivo às tradições juninas e economia criativa
Outro destaque é o Prêmio Quadrilhas Juninas, que reconhece grupos responsáveis pela manutenção dessa expressão cultural ligada ao ciclo junino. O edital incentiva a profissionalização e a continuidade dos saberes populares.
As ações também impactam a economia criativa, envolvendo setores como figurino, cenografia, música e produção artística, ampliando oportunidades de trabalho e geração de renda.
O Calendário das Artes complementa as políticas públicas ao ampliar a circulação de projetos culturais ao longo do ano, incluindo iniciativas relacionadas ao forró e às festas juninas.
Interiorização e acesso à cultura
As políticas culturais têm alcance em diferentes regiões da Bahia, incluindo o interior, onde o forró mantém presença central nas celebrações comunitárias. A descentralização dos recursos busca garantir acesso democrático à cultura e fortalecimento de grupos locais.
De forma integrada, os editais da PNAB estruturam um conjunto de investimentos voltados à diversidade cultural, promovendo a continuidade das manifestações artísticas.
As ações dialogam diretamente com a candidatura do forró à Unesco, reforçando sua relevância cultural e ampliando as condições para reconhecimento internacional.







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