Ibovespa bate 18º recorde em 2026, se aproxima dos 200 mil pontos e dólar fecha abaixo de R$ 5

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou a terça-feira (14/04/2026) em alta de 0,33%, aos 198.657,33 pontos, registrando novo recorde histórico e se aproximando da marca simbólica dos 200 mil pontos. No mesmo dia, o dólar fechou abaixo de R$ 5, refletindo um ambiente externo mais favorável aos ativos de risco.

Durante o pregão, o índice chegou à máxima de 199.354,81 pontos, consolidando o 18º recorde do ano e a 11ª alta consecutiva, sequência que reforça o movimento de valorização do mercado acionário brasileiro.

O desempenho ocorre em um cenário de redução das tensões geopolíticas, especialmente diante da expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, o que impactou diretamente os preços internacionais do petróleo.

Desempenho acumulado e sequência de altas

Com o resultado desta sessão, o Ibovespa acumula alta de 0,68% na semana, 5,97% no mês e 23,29% no ano, evidenciando a consistência do movimento de valorização ao longo de 2026.

Além disso, o índice registrou o quinto recorde consecutivo, mesmo com a queda nas ações de empresas do setor petrolífero, influenciadas pelo recuo das commodities no mercado internacional.

O avanço do indicador é impulsionado pela combinação de fatores internos e externos, incluindo fluxo de capital estrangeiro e melhora nas expectativas econômicas globais.

Dólar recua e fecha abaixo de R$ 5

No mercado de câmbio, o dólar encerrou o dia em R$ 4,993, com queda de 0,06%, marcando o quinto recuo consecutivo da moeda norte-americana.

No acumulado, a divisa registra queda de 3,57% em abril e 9,02% no ano, refletindo o enfraquecimento global do dólar e maior apetite ao risco por parte dos investidores.

Durante a manhã, a cotação chegou a R$ 4,97, mas houve leve recuperação ao longo do dia, com investidores aproveitando o patamar mais baixo para recompor posições.

Influência do cenário internacional

O ambiente externo teve papel determinante no desempenho dos mercados, especialmente com a redução das tensões no Oriente Médio e a expectativa de avanço nas negociações envolvendo Estados Unidos e Irã.

Além disso, dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos, como indicadores de inflação ao produtor, aumentaram as expectativas de redução de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano.

Esse cenário favorece mercados emergentes, como o Brasil, ao estimular a migração de capital para ativos de maior risco.

Queda do petróleo impacta mercados

Os preços do petróleo registraram forte recuo nos mercados internacionais. O barril do tipo Brent caiu 4,6%, para US$ 94,79, enquanto o WTI recuou 7,9%, para US$ 91,28.

A queda foi impulsionada pela perspectiva de negociações diplomáticas, reduzindo riscos de interrupção no fornecimento global de energia.

Esse movimento contribuiu para aliviar pressões inflacionárias, beneficiando moedas de países emergentes e fortalecendo o desempenho de bolsas de valores.

*Com informações da Agência Brasil.


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