Na sexta-feira (27/03/2026), em São Paulo, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, oficializou sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) durante ato realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), confirmando sua disposição de disputar uma vaga ao Senado Federal nas eleições de 2026, em movimento articulado por lideranças do partido e com apoio do governo federal.
O evento reuniu nomes centrais da política nacional e estadual, entre eles o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, além de lideranças partidárias como Jonas Donizette, Caio França e Tabata Amaral, consolidando o ato como demonstração de força política do PSB no maior colégio eleitoral do país.
A filiação de Tebet ocorre em um contexto de reorganização das alianças para 2026, com o PSB buscando ampliar sua presença no Senado e fortalecer sua base em São Paulo. A entrada da ministra é vista como estratégica, sobretudo pela votação expressiva obtida por ela no estado durante as eleições presidenciais de 2022.
Segundo Tebet, sua decisão foi influenciada por convites feitos por Alckmin e Tabata Amaral, com articulação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra afirmou que, ao avaliar o cenário, identificou em São Paulo um ambiente político favorável à sua candidatura.
Discurso enfatiza campanha de proximidade e crítica ao governo paulista
Ao assumir publicamente a pré-candidatura, Tebet declarou que pretende conduzir uma campanha de baixo custo, baseada no contato direto com o eleitor. A estratégia, segundo ela, prioriza diálogo e presença nas ruas, em contraste com campanhas tradicionais mais estruturadas financeiramente.
A ministra também apresentou críticas ao governo do Estado de São Paulo, afirmando que o estado “não está no rumo certo” e classificando a atual gestão como distante das necessidades da população. A fala sinaliza o tom que deve marcar sua campanha ao Senado.
Durante o discurso, Tebet destacou ainda sua trajetória pessoal e política, ressaltando valores familiares e religiosos, além de reforçar a ideia de que a política deve ser encarada como missão pública. A ministra também abordou as dificuldades enfrentadas por mulheres na política, defendendo maior presença feminina em cargos de poder.
Defesa de alianças e posicionamento político
Tebet manifestou apoio à manutenção de Geraldo Alckmin como vice-presidente em uma eventual chapa com Lula em 2026, indicando alinhamento com o núcleo político do governo federal. A ministra também defendeu a construção de uma frente ampla, estratégia que marcou as eleições de 2022.
No campo eleitoral, ela declarou preferência por compor uma chapa ao Senado com outra mulher, embora reconheça as limitações práticas na formação de alianças. A fala reforça o discurso de ampliação da representatividade feminina, sem descartar negociações políticas.
A ministra também fez críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, responsabilizando sua gestão por falhas durante a pandemia de Covid-19 e por episódios que, segundo ela, colocaram em risco a ordem democrática. As declarações evidenciam o posicionamento político que deve orientar sua campanha.
Lideranças do PSB destacam fortalecimento do partido
O vice-presidente Geraldo Alckmin celebrou a filiação de Tebet, destacando sua trajetória e afirmando que sua entrada fortalece a presença feminina e qualifica os quadros do partido. Para ele, a ministra reúne experiência e capacidade de diálogo para representar São Paulo no Senado.
O presidente do PSB em São Paulo, Caio França, classificou o ato como um marco para o partido, ressaltando a mobilização de militantes e lideranças. Já Tabata Amaral enfatizou o papel de Tebet e Alckmin nas eleições de 2022, destacando a convergência política entre ambos como elemento de fortalecimento institucional do PSB.
As manifestações reforçam a leitura interna de que a filiação representa não apenas um movimento individual, mas parte de uma estratégia mais ampla de consolidação partidária.








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