A produção coletiva de alimentos agroecológicos tem fortalecido a geração de renda, a segurança alimentar e a preservação ambiental entre mulheres das comunidades de Fundo de Pasto Mangabeira e Paranazinho, no município de Mirangaba, no semiárido baiano. A iniciativa é conduzida pelo Grupo de Mulheres Defensoras da Caatinga, formado por 12 agricultoras que atuam em sistema de policultivo.
O grupo desenvolve atividades com cultivo de frutíferas, hortaliças, verduras e mudas nativas, ampliando a diversidade produtiva e contribuindo para o abastecimento das famílias.
A experiência integra ações do Governo da Bahia voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e à valorização do trabalho das mulheres no campo.
Investimentos estruturam produção e acesso à água
A iniciativa foi consolidada a partir de ações de assistência técnica promovidas pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), com apoio do programa de Assessoramento Técnico Continuado (ATC).
Entre as intervenções realizadas estão a construção de cisternas tipo telhadão para captação de água da chuva, implantação de sistemas de irrigação e fornecimento de mudas.
Também houve parceria com a gestão municipal para a reativação de poço artesiano, ampliando o acesso à água para produção agrícola.
Comercialização e políticas públicas ampliam renda
Com a organização coletiva, as agricultoras passaram a comercializar os produtos tanto na comunidade quanto por meio de programas institucionais.
Entre os canais utilizados estão o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que garantem escoamento da produção.
A estratégia contribui para a geração de renda e fortalecimento da economia local, além de assegurar alimentos para consumo das famílias.
Produção coletiva fortalece autonomia das mulheres
As participantes destacam que o trabalho coletivo possibilitou avanços na produção e na organização comunitária.
Segundo relatos das integrantes, a estrutura implantada permitiu ampliar a capacidade produtiva e garantir condições para o cultivo contínuo.
A experiência também fortalece o protagonismo das mulheres rurais, ampliando sua participação em decisões comunitárias.
Defesa da Caatinga e valorização do território
Além da produção agrícola, o grupo atua na preservação do bioma Caatinga e na defesa das comunidades tradicionais de Fundo de Pasto.
As ações incluem o cultivo de espécies nativas e práticas sustentáveis voltadas à conservação ambiental.
A iniciativa reforça a relação entre produção de alimentos e uso sustentável dos recursos naturais, contribuindo para a permanência das famílias no território.
Estratégia integra políticas públicas para o semiárido
A experiência das Defensoras da Caatinga está inserida em uma estratégia estadual de desenvolvimento rural sustentável no semiárido baiano.
As ações buscam integrar produção agroecológica, segurança alimentar e geração de renda, com foco na agricultura familiar.
O modelo adotado também contribui para a valorização das comunidades tradicionais e fortalecimento das redes locais de produção.









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