Prefeito José Ronaldo apresenta projeto do Hospital Municipal de Feira de Santana em São Paulo, destaca investimento de R$ 286 milhões e capacidade para atender 2 milhões de pessoas

A Prefeitura de Feira de Santana apresentou, na terça-feira (28/04/2026), na sede da B3, em São Paulo, os detalhes da Parceria Público-Privada (PPP) para construção do Hospital Municipal. O encontro reuniu investidores e agentes do mercado com foco em viabilizar o projeto, ampliar a rede pública de saúde e estruturar o financiamento da unidade.

Durante o evento, o prefeito José Ronaldo de Carvalho destacou a posição estratégica do município como polo logístico e econômico, além da experiência da gestão em projetos estruturantes. O gestor também citou a execução da PPP da iluminação pública como referência administrativa.

A apresentação técnica foi conduzida pelos secretários Rodrigo Matos e Carlos Brito, que detalharam modelagem financeira, estrutura assistencial e indicadores fiscais, considerados fundamentais para a atração de investidores.

Estrutura hospitalar e organização dos serviços

O projeto prevê investimento inicial estimado em R$ 286 milhões, por meio de concessão administrativa com prazo de 22 anos. A unidade terá 110 leitos, sendo 100 especializados e 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de leitos de observação e isolamento.

A estrutura incluirá duas salas cirúrgicas de grande porte, centro cirúrgico voltado para ortopedia e cirurgia geral e ambulatório com diversas especialidades. Também está prevista a implantação de um parque de bioimagem com exames como tomografia, ressonância magnética, ultrassonografia e ecocardiografia.

O hospital contará ainda com leitos clínicos, cirúrgicos e de saúde mental, integrados à política pública de atenção psicossocial. A proposta inclui espaços para ensino, pesquisa e capacitação de profissionais, ampliando a atuação da rede municipal.

Planejamento técnico e atendimento à demanda reprimida

Segundo Rodrigo Matos, o projeto foi estruturado com base em dados epidemiológicos e necessidades da rede pública, com foco na redução de gargalos assistenciais. Um dos principais objetivos é ampliar a oferta de leitos de retaguarda, evitando a permanência prolongada de pacientes em unidades de pronto atendimento.

A proposta contempla internações clínicas de curta duração, como casos de infecções que exigem antibiótico venoso, além de cirurgias em áreas de maior demanda, como ortopedia. O planejamento também incorpora leitos destinados à saúde mental, com integração ao ambiente hospitalar.

Outro ponto destacado é a sustentabilidade financeira da unidade, com estrutura alinhada ao modelo de financiamento tripartite do Sistema Único de Saúde (SUS), permitindo a captação de recursos federais para manutenção dos serviços.

Indicadores econômicos e segurança para investidores

Durante o road show, Carlos Brito apresentou dados que reforçam a capacidade fiscal e o ambiente econômico do município. De acordo com o secretário, Feira de Santana possui Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 21 bilhões, com predominância do setor de comércio.

O município apresenta baixo nível de endividamento e margem dentro dos limites do Tesouro Nacional, com relação entre dívida e receita abaixo do limite legal. Esses indicadores sustentam a avaliação de cenário fiscal equilibrado e capacidade de investimento.

As informações posicionam o município como centro econômico regional, com condições estruturais para execução de projetos de grande porte por meio de parcerias com a iniciativa privada.

Cronograma, leilão e impacto regional

A Prefeitura informou que o projeto passou por consulta e audiência pública, garantindo participação social no processo de elaboração. O edital da PPP já foi publicado, e o leilão está previsto para ocorrer em maio, também na B3.

A expectativa é atrair grupos especializados em saúde e infraestrutura hospitalar, ampliando a competitividade e a viabilidade do projeto. A previsão é que o hospital entre em operação até 2028.

O equipamento deverá atender uma macrorregião com mais de 2 milhões de habitantes, contribuindo para a descentralização dos serviços de saúde, redução da demanda sobre unidades estaduais e fortalecimento da rede pública municipal.

Desenvolvimento econômico e fortalecimento da saúde regional

A implantação do Hospital Municipal deve gerar impactos econômicos diretos, com criação de empregos e dinamização de setores ligados à saúde. O projeto também reforça o papel de Feira de Santana como polo regional de atendimento médico no interior da Bahia.

A iniciativa integra a estratégia de ampliação da infraestrutura pública por meio de parcerias, com foco em eficiência operacional, sustentabilidade financeira e ampliação do acesso aos serviços de saúde.


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