A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) transforma a Bienal do Livro Bahia 2026 em um espaço voltado ao protagonismo estudantil, valorização docente e incentivo à leitura, com programação entre quarta-feira (15/04/2026) e sábado (18/04/2026). A iniciativa prevê a participação de estudantes e professores da rede estadual em atividades literárias, apresentações e debates no estande do Governo do Estado.
Durante quatro dias, a SEC promove a circulação de milhares de alunos, integrando ações de cultura, educação e cidadania. A proposta busca fortalecer políticas públicas voltadas ao livro e consolidar a escola pública como espaço de produção de conhecimento e expressão artística.
Segundo o diretor de Execução das Políticas Públicas da SEC, Fábio Barbosa, a presença da rede estadual amplia a compreensão da educação como ambiente de criação e transformação social. As ações também ampliam a visibilidade das produções desenvolvidas nas escolas.
Protagonismo estudantil e produções literárias
Entre os destaques da programação estão os projetos do Tempos de Arte Literária (TAL), com participação de estudantes dos 27 Territórios de Identidade da Bahia. As produções reforçam a presença ativa da rede pública na Bienal e evidenciam o alcance das iniciativas educacionais no estado.
A abertura do evento, em quarta-feira (15/04/2026), conta com a participação de escolas de municípios como Salvador, Nazaré e Conceição do Coité. Entre os trabalhos apresentados está o da estudante Thaline Silva Leandro, do Colégio Estadual Teotônio Vilela, de Feira de Santana, com a obra “Dor não contada, culpa mascarada”, vencedora do Encontro Estudantil 2025.
A produção aborda o tema do feminicídio e foi inspirada em projeto escolar voltado ao enfrentamento da violência contra a mulher. A participação na Bienal é apontada como oportunidade de troca e reconhecimento das produções estudantis.
Diversidade cultural e programação por territórios
As atividades contemplam obras que refletem a diversidade cultural da Bahia. Na quinta-feira (16/04/2026), estudantes do Colégio Estadual Indígena Tupinambá de Olivença e do Colégio Estadual Professora Zenaide Alves Barreto apresentam trabalhos com temáticas culturais e identitárias.
No sábado (18/04/2026), a programação inclui produções como “Mulheres negras”, do Colégio Estadual Eraldo Tinoco, de Teixeira de Freitas, e “Anomalia”, do Colégio Estadual de Tempo Integral Anísio Teixeira, de Itapetinga. As apresentações ampliam o espaço de visibilidade para narrativas de diferentes contextos sociais.
O estande do Governo do Estado funciona como ambiente de circulação dessas produções, promovendo o contato entre estudantes, educadores e público visitante.
Professores escritores e produção pedagógica
A programação inclui a participação de 18 professores escritores, que apresentam livros produzidos no contexto escolar. Entre eles estão Jacimar Rocha de Oliveira, com a obra “Parem de nos matar: o brado que urge”, e Jandaíra Fernandes da Silva, autora de “A princesa que engoliu o choro”.
A presença dos docentes reforça a relação entre ensino e produção cultural, evidenciando a atuação de professores como autores e mediadores de leitura.
Os organizadores destacam que o espaço promove o encontro entre diferentes vozes da educação pública, ampliando o alcance das produções literárias desenvolvidas nas escolas.
Visitação estudantil e incentivo ao acesso ao livro
A SEC também organiza a visitação de aproximadamente 10 mil estudantes, com participação de 250 escolas ao longo do evento. A iniciativa inclui a distribuição de vale-livro no valor de R$ 100, destinado à aquisição de obras durante a Bienal.
A ação busca estimular a formação de leitores e ampliar o acesso ao livro entre estudantes da rede pública. A estrutura da visitação integra atividades pedagógicas e experiências culturais.
De acordo com a secretaria, a participação na Bienal reforça o compromisso com a democratização do conhecimento e o fortalecimento da educação pública.
Políticas públicas de leitura e debates estratégicos
A programação inclui ainda debates sobre políticas públicas de incentivo à leitura. Na quarta-feira (15/04/2026), o assessor especial da SEC, Manoel Calazans, participa de discussão sobre o Programa Bahia Literária.
O debate aborda estratégias e investimentos voltados à promoção da leitura no estado, destacando ações que ampliam o acesso ao livro e fortalecem a formação de leitores.
A participação institucional na Bienal integra um conjunto de políticas educacionais voltadas à valorização da cultura, da produção literária e do ensino público.








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