Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o norte do Japão na segunda-feira (20/04/2026), provocando alerta de tsunami com previsão de ondas de até três metros. O tremor foi registrado no oceano Pacífico, ao largo da província de Iwate, e levou o governo japonês a mobilizar uma equipe de gestão de crise para monitorar a situação.
O abalo ocorreu pouco antes das 17h no horário local (5h em Brasília) e foi sentido em diversas regiões, incluindo Tóquio, onde edifícios apresentaram oscilações. Autoridades emitiram alertas imediatos para evacuação de áreas costeiras e regiões próximas a rios.
Até o início da noite, não havia confirmação de vítimas ou danos estruturais significativos, segundo autoridades japonesas.
Alerta de tsunami mobiliza evacuação em cidades portuárias
A Agência Meteorológica do Japão orientou a população a abandonar áreas costeiras e buscar locais elevados ou edifícios seguros, mantendo-se afastada até a suspensão oficial do alerta.
Cidades como Otsuchi e Kamaishi determinaram a evacuação de milhares de moradores, com apoio de sistemas de emergência e comunicação.
Uma onda de aproximadamente 80 centímetros foi registrada no porto de Kuji cerca de 41 minutos após o tremor, com possibilidade de novas ondas mais intensas ao longo do litoral.
Risco de novos tremores mantém autoridades em alerta
Especialistas alertaram para a possibilidade de réplicas de grande magnitude, que podem atingir níveis iguais ou superiores a 8,0 nas próximas horas.
Segundo a Agência Meteorológica, o risco de novos eventos sísmicos é considerado acima do normal, o que pode gerar novos tremores fortes e ondas de tsunami adicionais.
A orientação oficial é que a população permaneça em locais seguros até nova atualização das autoridades.
Japão registra alta atividade sísmica por localização geológica
O Japão está localizado na convergência de placas tectônicas no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, região com alta incidência de atividade sísmica.
O país registra cerca de 1.500 tremores por ano, representando aproximadamente 18% da atividade sísmica mundial. A intensidade dos impactos varia conforme a profundidade e a localização dos abalos.
Eventos anteriores, como o terremoto de 2011, evidenciam o potencial destrutivo de grandes tremores associados a tsunamis.
*Com informações da RFI.











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