O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou, na terça-feira (14/04/2026), uma votação simbólica para eleger o ministro Nunes Marques como novo presidente da Corte, tendo o ministro André Mendonça como vice-presidente. A escolha segue o critério de antiguidade entre os integrantes oriundos do Supremo Tribunal Federal (STF).
Atualmente vice-presidente do tribunal, Nunes Marques assumirá o comando após o término do mandato da ministra Cármen Lúcia, previsto para o final de maio. A data oficial da posse ainda não foi divulgada.
A antecipação da escolha ocorre em razão da proximidade do período eleitoral, permitindo a organização da transição administrativa na Corte responsável pela condução das eleições no país.
Critério de escolha e transição no comando
A eleição no TSE tem caráter simbólico porque a definição da presidência segue uma regra interna baseada na antiguidade entre ministros do STF que integram o tribunal.
Com isso, a escolha de Nunes Marques já era prevista dentro da composição atual da Corte.
A ministra Cármen Lúcia decidiu antecipar sua saída da presidência para viabilizar a transição antes do calendário eleitoral, período de maior demanda institucional do tribunal.
Saída de Cármen Lúcia e reorganização da Corte
Após deixar a presidência, Cármen Lúcia poderia permanecer no TSE até agosto, mas indicou que deve retornar exclusivamente às atividades no STF.
Com a saída da ministra, o ministro Dias Toffoli passará a ocupar uma vaga efetiva no tribunal eleitoral.
A mudança integra o processo de reorganização interna da Corte diante da nova gestão.
Composição do TSE após mudanças
Com a nova configuração, o TSE continuará sendo composto por sete ministros, distribuídos entre integrantes do STF, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e juristas indicados pelo Executivo.
A composição ficará da seguinte forma:
STF: Nunes Marques, André Mendonça e Dias Toffoli
STJ: Antonio Carlos Ferreira e Ricardo Villas Bôas Cueva
Juristas: Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha
A estrutura segue o modelo previsto na legislação eleitoral brasileira.
Perfil de Nunes Marques
Natural de Teresina (PI), Kassio Nunes Marques tem 53 anos e integra o STF desde 2020, após indicação do então presidente da República.
Antes de chegar ao Supremo, atuou como desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e teve experiência como advogado e juiz eleitoral.
Sua trajetória inclui atuação em diferentes instâncias do Judiciário, com experiência em matérias constitucionais e eleitorais.
*Com informações da Agência Brasil.









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