Nova York sediou, na segunda-feira (11/05/2026), o Brasil-U.S. Industry Day, encontro que reuniu mais de 500 empresários, investidores e autoridades para discutir novos caminhos de cooperação econômica entre Brasil e Estados Unidos. O evento integrou a programação da Brazilian Week e teve como foco a ampliação da integração produtiva entre setores estratégicos dos dois países.
Promovido pela Confederação Nacional da Indústria em parceria com a U.S. Chamber of Commerce, o encontro debateu temas relacionados a infraestrutura, inteligência artificial, minerais críticos, energia e ambiente de investimentos. Segundo os organizadores, mais de 30% dos inscritos eram representantes estadunidenses.
Durante entrevista coletiva, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a expectativa é ampliar a conexão entre empresas brasileiras e norte-americanas em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e industrial.
Investimentos em infraestrutura, minerais críticos e tecnologia
Entre os principais temas debatidos estiveram terras raras, etanol, infraestrutura, data centers e inteligência artificial. Segundo Alban, o Brasil possui demanda por investimentos em infraestrutura e capacidade para ampliar parcerias ligadas ao fornecimento de insumos estratégicos e ao desenvolvimento tecnológico.
O dirigente destacou que a discussão sobre minerais críticos e cadeias produtivas ganhou relevância diante do cenário internacional e das transformações no setor industrial global. Para ele, a cooperação bilateral pode contribuir para reduzir riscos geopolíticos e fortalecer cadeias de fornecimento.
“Complementaridade é fundamental para que possamos ter, efetivamente, uma relação de ganha-ganha, com comércio sustentável e encadeamentos produtivos”, afirmou Alban ao comentar a necessidade de ampliar a integração econômica entre os dois países.
Integração produtiva e comércio bilateral
A CNI afirmou que o objetivo do encontro não é alterar a balança comercial em favor do Brasil, mas ampliar o fluxo econômico bilateral de maneira sustentável. Segundo Ricardo Alban, o mercado brasileiro mantém participação relevante na importação de serviços estadunidenses, o que reforça a importância da relação econômica entre os países.
De acordo com o dirigente, o fortalecimento da parceria pode ampliar a segurança no fornecimento de insumos industriais, estimular investimentos privados e impulsionar setores ligados à inovação, saúde, energia e tecnologia.
O vice-presidente e diretor internacional da U.S. Chamber of Commerce, John Murphy, afirmou que o momento atual representa uma oportunidade para aprofundar as relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, há espaço para novas iniciativas conjuntas em áreas estratégicas.
Ambiente de negócios e atração de investimentos
A programação do Brasil-U.S. Industry Day foi dividida em dois painéis temáticos voltados ao fortalecimento econômico e à atração de investimentos para o Brasil. No primeiro painel, intitulado “Prioridades para o fortalecimento econômico Brasil-EUA”, participantes defenderam a ampliação do diálogo bilateral e a construção de novas parcerias comerciais e industriais.
Os debatedores afirmaram que Brasil e Estados Unidos podem ampliar ganhos econômicos caso avancem em iniciativas conjuntas ligadas à inovação, indústria, infraestrutura e integração produtiva.
No segundo painel, “Financiando o futuro: oportunidades de investimento no Brasil”, empresários e representantes institucionais ressaltaram a necessidade de reduzir entraves burocráticos e criar maior previsibilidade regulatória para atrair investimentos estrangeiros e estimular o crescimento econômico.
Os organizadores destacaram que a participação expressiva de representantes estadunidenses demonstra o interesse do setor privado em fortalecer a cooperação bilateral. O encontro marcou a estreia do Brasil-U.S. Industry Day na programação oficial da Brazilian Week, agenda anual voltada ao debate sobre tendências econômicas e oportunidades de negócios internacionais.









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