A Câmara Municipal de Feira de Santana realizou, na tarde de quarta-feira (13/05/2026), uma sessão solene em homenagem ao Dia da Conscientização da Fibromialgia, celebrado anualmente em 12 de maio. O evento reuniu parlamentares, profissionais da saúde, representantes de entidades e pacientes para discutir direitos, políticas públicas, diagnóstico precoce e tratamento da síndrome crônica.
A iniciativa foi proposta pelo vereador Pedro Américo, que destacou a importância de ampliar o debate público sobre a condição e fortalecer mecanismos de apoio aos pacientes. Segundo o parlamentar, a realização da sessão demonstra o avanço das discussões sobre inclusão e acesso a direitos para pessoas diagnosticadas com fibromialgia.
Durante o pronunciamento, Pedro Américo afirmou que pessoas com fibromialgia precisam ter garantidos direitos relacionados ao acesso ao lazer, trabalho formal, transporte público e atendimento adequado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O vereador também defendeu a criação de políticas públicas voltadas ao tratamento multidisciplinar da condição.
Programa municipal pode beneficiar pacientes com fibromialgia
O parlamentar informou que foi aprovado o projeto que cria o Programa Municipal de Cuidados para Pessoas com Fibromialgia (PCPF). Segundo ele, a proposta aguarda sanção do prefeito José Ronaldo após reunião prevista para a próxima semana.
De acordo com Pedro Américo, a legislação pode beneficiar cerca de 2 mil pessoas diagnosticadas com fibromialgia em Feira de Santana. Entre os objetivos do programa estão a ampliação do acesso ao diagnóstico precoce, o fortalecimento do tratamento multidisciplinar e ações voltadas à inclusão social.
O vereador também ressaltou a necessidade de união entre poder público, entidades representativas e sociedade civil para ampliar o acesso a tratamentos e melhorar as condições de vida dos pacientes atendidos pelo SUS.
Especialistas destacam sintomas e impactos da fibromialgia
A fibromialgia é considerada uma síndrome crônica caracterizada por dores generalizadas no corpo, além de sintomas associados como fadiga, alterações no sono, dificuldades cognitivas, ansiedade, depressão e problemas intestinais.
Uma das palestrantes da sessão, a advogada Cristine Emily Nascimento, afirmou que a condição provoca impactos físicos e emocionais na rotina dos pacientes. Segundo ela, a chamada “fadiga crônica” interfere diretamente na qualidade de vida e nas atividades diárias das pessoas diagnosticadas com a síndrome.
Cristine Emily também destacou a necessidade de ampliar o debate sobre saúde emocional entre pacientes com fibromialgia e reforçou que o reconhecimento social da condição ainda representa um desafio enfrentado por parte dos portadores da síndrome.
Médica aponta necessidade de políticas públicas e acolhimento
A médica especialista em dor Andreia Nogueira da Silva Portela afirmou durante a sessão que a fibromialgia atinge entre 4% e 6% da população brasileira. Segundo ela, a condição é mais frequente em mulheres, com proporção estimada de um homem diagnosticado para cada cinco mulheres.
A especialista destacou que o tratamento da fibromialgia vai além do uso de medicamentos e requer acompanhamento multidisciplinar envolvendo diferentes áreas da saúde, como fisioterapia, psicologia, reumatologia e terapia ocupacional.
Andreia Portela também defendeu a ampliação de políticas públicas voltadas ao acolhimento de pacientes e à oferta de atendimento especializado, enfatizando a importância de reduzir vulnerabilidades enfrentadas pelas pessoas diagnosticadas com a síndrome.
Sessão reuniu representantes da saúde e entidades sociais
A sessão solene contou com a participação de representantes da administração pública municipal, instituições de saúde e entidades ligadas à defesa dos direitos das pessoas com deficiência e doenças crônicas.
Compuseram a Mesa de Honra a diretora do Departamento de Gestão da Rede Própria, Verena Liberal, representando o secretário municipal de Saúde Rodrigo Matos; a presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas; e a presidente da Associação Feirense de Pessoas com Fibromialgia (AFEFIBRO), Bárbara Cleia Lopes Fontes.
Também participaram da cerimônia a presidente do Conselho Municipal de Pessoas com Deficiência, Rosylene Oliveira Costa; Caíque Lopes Barreto, representando o prefeito José Ronaldo; e Yêsa Barreto, representante do deputado federal Zé Neto.
Debate amplia visibilidade sobre direitos e inclusão social
Ao final da sessão, certificados foram entregues aos participantes após aprovação do requerimento nº 04/2026, de autoria do vereador Pedro Américo.
Os debates realizados durante a cerimônia reforçaram temas ligados ao reconhecimento da fibromialgia como condição que demanda atendimento contínuo, acolhimento social e garantia de direitos para pacientes diagnosticados.
A discussão também evidenciou a busca por maior estrutura no atendimento público de saúde e pela implementação de políticas municipais voltadas à assistência integral das pessoas com fibromialgia em Feira de Santana.











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