CRMQ, CRAS e CREAS ampliam atendimento em Feira de Santana e reforçam rede de proteção às mulheres e famílias

A Prefeitura de Feira de Santana mantém ações integradas por meio do Centro de Referência Maria Quitéria (CRMQ), CRAS e CREAS, com foco no atendimento a mulheres em situação de violência e no fortalecimento da rede de assistência social. Os serviços incluem acompanhamento psicossocial, orientação e encaminhamentos para garantia de direitos.

O CRMQ atua no acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica, oferecendo atendimento psicológico, suporte social e proteção institucional. Os atendimentos são realizados com escuta qualificada e foco na autonomia das assistidas.

Entre os casos acompanhados, há registros de situações graves, como cárcere privado, agressões físicas e psicológicas e ameaças, evidenciando a necessidade de atuação articulada entre escola, Conselho Tutelar e rede de proteção.

Atuação do CRMQ e rede de proteção

Após o resgate de vítimas, o município realiza acolhimento em abrigo institucional, com suporte contínuo para reconstrução da vida familiar. Em um dos casos acompanhados, a assistida permaneceu seis meses em acolhimento, com acompanhamento até alcançar autonomia.

A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres reforça que o atendimento visa garantir segurança, proteção e reconstrução de trajetórias, além de incentivar a denúncia como instrumento de ruptura do ciclo de violência.

A rede municipal atua de forma integrada, envolvendo diferentes órgãos públicos para assegurar atendimento contínuo, sigiloso e gratuito às mulheres em situação de vulnerabilidade.

Serviços do CRAS e CREAS

O CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) funciona como porta de entrada da assistência social, com foco na prevenção de situações de risco e no fortalecimento de vínculos familiares. Entre os serviços ofertados estão Cadastro Único, orientação sobre benefícios sociais e atividades socioeducativas.

O CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) atende casos de maior complexidade, com violação de direitos, incluindo violência física, psicológica ou sexual, negligência e discriminação.

As duas unidades atuam de forma complementar, garantindo proteção social básica e especial, com equipes responsáveis pelo acompanhamento de famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade.

Desigualdade de gênero e políticas públicas

O debate sobre igualdade de gênero no mercado de trabalho foi reforçado durante o Dia do Trabalhador, na sexta-feira (01/05/2026), com destaque para dados que indicam diferença salarial entre homens e mulheres.

Levantamentos apontam que mulheres recebem, em média, entre 20% e 25% a menos que homens, enquanto mulheres negras apresentam diferença de 30% a 35% em relação a homens brancos, mesmo em funções equivalentes.

A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres destaca a necessidade de fortalecimento de políticas públicas, com ações voltadas à autonomia financeira, valorização profissional e redução das desigualdades estruturais.


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