A nova política de Imposto de Renda Zero para quem recebe até R$ 5.000 mensais ampliou o número de isentos na Região Nordeste para 3,9 milhões de contribuintes, segundo dados do Receita Federal do Brasil. A mudança, garantida por legislação sancionada em novembro de 2025, passou a produzir efeitos a partir dos pagamentos realizados em fevereiro de 2026.
De acordo com o levantamento do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, mais de 2.375.000 trabalhadores nordestinos serão diretamente beneficiados pela medida, que também prevê redução progressiva de descontos para rendimentos entre R$ 5.000 e R$ 7.350.
Antes da alteração, cerca de 2.393.000 declarantes já eram isentos na região. Com a atualização da tabela, o contingente de contribuintes livres da cobrança do imposto apresentou crescimento significativo, com impacto direto na renda disponível das famílias.
Ampliação da isenção e impacto regional
Entre os beneficiados estão trabalhadores que recebem até R$ 5.000 mensais, grupo que soma mais de 1.500.000 pessoas no Nordeste, agora dispensadas do pagamento do tributo. Outros 860.000 contribuintes passam a ter acesso a um modelo de tributação com descontos graduais.
A medida integra um conjunto de mudanças promovidas pelo Governo do Brasil com o objetivo de ajustar a tabela do Imposto de Renda e ampliar a faixa de isenção.
Segundo o governo, a iniciativa representa maior circulação de recursos na economia regional, ao reduzir o volume de retenção tributária sobre rendas mais baixas.
Efeitos na renda das famílias
A nutricionista Ingrid Maria Araújo, de 32 anos, residente em Aracaju, está entre os contribuintes beneficiados pela nova regra. Com renda enquadrada na faixa de isenção, ela relata impacto direto no orçamento doméstico.
Segundo Ingrid, a retirada do desconto no contracheque permite reorganizar despesas relacionadas à manutenção familiar.
“A nova legislação contribui para áreas como educação, saúde e organização financeira da casa”, afirmou.
O caso reflete a situação de trabalhadores que passam a ter maior disponibilidade de renda mensal, sem alteração na remuneração bruta.
Compensação fiscal e tributação de altas rendas
Para compensar a redução na arrecadação, a legislação estabelece aumento da tributação sobre rendimentos elevados, com incidência a partir de R$ 600.000 anuais. A estimativa é que cerca de 140.000 contribuintes sejam impactados.
A cobrança será feita de forma progressiva, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Contribuintes que já recolhem esse percentual ou superior não terão mudanças na carga tributária.
O texto também prevê mecanismos de controle para evitar que a soma dos tributos pagos por empresas e pessoas físicas ultrapasse limites definidos. Caso isso ocorra, será possível a restituição na declaração anual.











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