A Prefeitura de Feira de Santana deu início, nesta terça-feira (05/05/2026), às obras de requalificação da lagoa Chico Maia, localizada no bairro Mangabeira, um dos principais mananciais urbanos do município. A intervenção, acompanhada pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, prevê serviços de revitalização, drenagem, remoção de lodo e entulho, além de medidas voltadas à redução de alagamentos no entorno da lagoa durante períodos chuvosos. Segundo a Superintendência de Operações e Manutenção (SOMA), a previsão é que os trabalhos sejam concluídos em aproximadamente 120 dias.
Obras começam pela etapa hidrológica da lagoa Chico Maia
As intervenções foram iniciadas pela parte hidrológica do equipamento, etapa considerada essencial para a recuperação funcional do manancial. O serviço inclui a remoção de resíduos acumulados no leito da lagoa, como lodo e entulho, com o objetivo de ampliar a capacidade de armazenamento e melhorar o escoamento das águas.
A lagoa Chico Maia possui um espelho d’água de aproximadamente 77 mil metros quadrados, dimensão que reforça sua importância ambiental e urbana para a região da Mangabeira. A intervenção busca recuperar a estrutura do manancial e reorganizar sua função no sistema de drenagem da cidade.
O início das obras ocorre quatro dias após a visita do prefeito José Ronaldo à comunidade, realizada em 1º de maio, Dia do Trabalhador, quando a intervenção havia sido anunciada. Ao acompanhar o começo dos serviços, o gestor afirmou que a obra integra os compromissos assumidos pela administração municipal.
“Estivemos aqui neste local anunciando a obra e estamos aqui, nesta terça-feira, dando início às obras de urbanização. Este é mais um compromisso que foi anunciado para a minha gestão e que estamos cumprindo”, declarou José Ronaldo.
Intervenção busca reduzir alagamentos no entorno
Além da revitalização ambiental, a obra tem como uma de suas finalidades centrais a prevenção de alagamentos nas áreas próximas à lagoa Chico Maia. O equipamento exerce papel relevante na captação de águas pluviais em uma extensa área urbana de Feira de Santana.
De acordo com o diretor de Obras da SOMA, Ianco Pinho, a lagoa recebe água de uma área de 964 hectares, abrangendo bairros e localidades como Mangabeira, Conceição, parte do Parque Ipê, conjunto João Paulo II e parte do Papagaio. Esse alcance territorial explica o impacto da intervenção sobre o sistema de drenagem da região.
A capacidade de captação da lagoa faz com que o equipamento tenha função estratégica em períodos de chuva. Quando há acúmulo de sedimentos e resíduos no leito, a tendência é a redução da eficiência hidráulica, o que pode agravar pontos de alagamento e comprometer a mobilidade e a segurança das comunidades próximas.
Prefeitura prevê conclusão dos serviços em 120 dias
O superintendente da SOMA, João Vianey, informou que a previsão da administração municipal é concluir os serviços em aproximadamente 120 dias. O prazo compreende as etapas de limpeza, reestruturação e recuperação das condições operacionais da lagoa.
A execução está sob responsabilidade do consórcio E.G/Ideal, que acompanhou o início dos trabalhos ao lado de representantes da Prefeitura. Também estiveram presentes o subsecretário de Planejamento, Djavan Aragão, além de técnicos e dirigentes da SOMA.
A presença de diferentes setores da administração municipal indica que a obra envolve não apenas manutenção urbana, mas também planejamento territorial, drenagem e infraestrutura. A lagoa Chico Maia, por sua localização e dimensão, integra uma área de crescimento urbano relevante para Feira de Santana.
Importância ambiental e urbana do manancial
A requalificação da lagoa Chico Maia ocorre em um contexto de necessidade crescente de recuperação de áreas naturais inseridas no tecido urbano. Em cidades de médio e grande porte, lagoas, canais e áreas de retenção hídrica cumprem função decisiva para o equilíbrio ambiental e para o controle de enchentes.
No caso de Feira de Santana, a lagoa tem papel direto na drenagem de bairros populosos e em expansão. A recuperação do manancial pode contribuir para melhorar a qualidade ambiental da área, reduzir riscos associados ao acúmulo de água e reorganizar o uso do espaço público no entorno.
A obra também atende a uma demanda local por melhorias estruturais. A presença de lodo, entulho e resíduos em lagoas urbanas tende a comprometer a paisagem, gerar transtornos sanitários e reduzir a capacidade de resposta do sistema de drenagem em dias de chuva intensa.
Pontos centrais da intervenção
A obra de requalificação da lagoa Chico Maia reúne medidas de infraestrutura urbana, drenagem e recuperação ambiental. Entre os principais pontos informados pela Prefeitura estão:
- Remoção de lodo e entulho acumulados no leito da lagoa;
- Recuperação de um espelho d’água de cerca de 77 mil metros quadrados;
- Melhoria da capacidade de drenagem da área;
- Redução de riscos de alagamentos no entorno;
- Captação de águas pluviais de uma área de 964 hectares;
- Previsão de conclusão em aproximadamente 120 dias.
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