O Território Piemonte da Diamantina recebeu, neste sábado (16/05/2026), em Jacobina, a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP 2026) — Encontros para o Futuro, com a presença do senador Jaques Wagner (PT-BA), do governador Jerônimo Rodrigues, do vice-governador Geraldo Júnior e do pré-candidato ao Senado Rui Costa. O encontro reuniu lideranças políticas, prefeitos, representantes de movimentos sociais e moradores da região com o objetivo de ouvir demandas locais e contribuir para a formulação das diretrizes das políticas públicas estaduais para os próximos anos.
PGP 2026 reúne lideranças e população no Piemonte da Diamantina
A plenária em Jacobina integra o calendário de escuta territorial do PGP 2026, mecanismo utilizado pelo grupo governista baiano para recolher sugestões, sistematizar demandas regionais e incorporar prioridades locais ao planejamento administrativo e eleitoral. No Piemonte da Diamantina, o encontro buscou identificar necessidades ligadas a áreas como saúde, infraestrutura, desenvolvimento regional e serviços públicos.
O evento foi articulado por uma ampla aliança política formada por partidos da base do governo estadual, gestores municipais, lideranças comunitárias e representantes de diferentes segmentos sociais. A presença de Jaques Wagner, Jerônimo Rodrigues, Geraldo Júnior e Rui Costa reforçou o peso político da região no debate sobre o futuro da Bahia.
Durante o encontro, Wagner destacou a importância da participação popular e defendeu que a política seja conduzida com alegria, franqueza e diálogo. Segundo o senador, a atividade política deve servir como instrumento de transformação social e não como espaço de isolamento ou disputa movida por interesses restritos.
Wagner afirma que política deve agregar e ouvir a população
Ao discursar na plenária, Jaques Wagner afirmou que campanhas políticas precisam ser conduzidas com disposição para o diálogo e capacidade de aproximação com a população. Para o senador, a política mantém papel central na melhoria das cidades, dos estados e do país, apesar da rejeição que parte da sociedade manifesta em relação à atividade pública.
“Campanha política só presta com alegria, franqueza, diálogo e muita animação. Política é fundamental na vida da gente. Muita gente fala mal, mas é por meio dela que a gente melhora nossa cidade, nosso estado e nosso país. Política de mesquinharia não dá certo, temos que agregar”, declarou Wagner.
A fala do senador buscou reforçar a ideia de que o PGP não se limita a um ato eleitoral, mas constitui um método de construção programática. O modelo, iniciado em gestões anteriores e consolidado no governo Jerônimo Rodrigues, tem como diretriz a escuta ativa dos territórios para orientar a definição de investimentos e ações governamentais.
Escuta territorial é apresentada como método de governo
Wagner afirmou que o Programa de Governo Participativo deve ser compreendido como instrumento permanente de formulação política. Na avaliação do senador, a escuta da população permite que o governo identifique com maior precisão as prioridades de cada região e evite decisões descoladas da realidade local.
“O PGP não é brincadeira, não é um favor, é um método de fazer política. Isso é para animar todo mundo e beber da fonte de sabedoria do nosso povo. E as pessoas entendem, e muito, do seu território”, afirmou.
A declaração sintetiza a proposta central do encontro: transformar demandas apresentadas por moradores, lideranças e representantes institucionais em subsídios para a elaboração das diretrizes do próximo ciclo de governo. No caso do Piemonte da Diamantina, a plenária também funcionou como espaço de mobilização política da base governista em torno da continuidade administrativa na Bahia.
Comitiva visita obras do Hospital Vale do Ouro
Antes da plenária do PGP 2026, a comitiva participou de um café da manhã com prefeitos e visitou as obras do Hospital Vale do Ouro, em Jacobina. A unidade deverá passar a contar com mais de 150 leitos e 24 vagas de UTI, ampliando a estrutura regional de atendimento em saúde.
Durante a vistoria, Wagner ressaltou que a construção da estrutura física representa apenas uma etapa do processo de fortalecimento da rede hospitalar. Segundo o senador, a efetividade de uma unidade de saúde depende não apenas do prédio, mas sobretudo da atuação dos profissionais responsáveis pelo atendimento diário à população.
“Esta será mais uma casa de acolhimento para quem precisa de tratamento ou cirurgia. Eu espero que os profissionais aqui valorizem o espaço, porque sempre digo que ‘cimento é cimento’. O que dá valor ao hospital é o médico, o enfermeiro, o técnico, o vigilante”, disse Wagner.
Saúde regional aparece como eixo estratégico do encontro
A visita ao Hospital Vale do Ouro acrescentou ao encontro político um componente administrativo relevante. A ampliação da unidade foi apresentada como parte do esforço de regionalização da saúde, com potencial para reduzir deslocamentos de pacientes e ampliar a capacidade de atendimento em procedimentos, internações e cuidados intensivos.
A previsão de mais de 150 leitos e 24 vagas de UTI indica a intenção de consolidar Jacobina como polo de assistência hospitalar para municípios do entorno. Em regiões marcadas por distâncias entre centros urbanos e limitações históricas de acesso a serviços especializados, a ampliação da rede hospitalar tende a assumir papel estratégico.
Ao associar a vistoria à plenária do PGP, a comitiva buscou vincular a agenda de escuta popular à entrega de equipamentos públicos. O gesto reforça a narrativa de que as demandas territoriais devem orientar a destinação de investimentos estaduais, especialmente em áreas de alto impacto social, como saúde.
Wagner associa projeto político ao cuidado com as pessoas
No encerramento de sua fala sobre o Hospital Vale do Ouro, Jaques Wagner vinculou a obra à concepção de governo defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o senador, a política pública deve ter como centro o atendimento às necessidades concretas da população.
“É o símbolo do que o presidente Lula sempre diz: governar é cuidar de gente, é cuidar das pessoas”, afirmou Wagner.
A frase resume o eixo discursivo adotado pela comitiva em Jacobina: a defesa de um modelo de gestão baseado em escuta, presença territorial e investimentos sociais. Ao mesmo tempo, o encontro fortaleceu a articulação política da base governista em uma região importante para a construção do programa eleitoral de 2026.








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