O atendimento prestado no Hospital Estadual da Criança (HEC), em Feira de Santana, foi alvo de críticas durante a sessão da Câmara Municipal realizada na quarta-feira (06/05/2026). Vereadores relataram reclamações de mães de pacientes sobre encaminhamentos para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Estadual e demora na assistência médica.
O vereador Edvaldo Lima (União Brasil) afirmou que responsáveis por crianças estariam sendo orientados a procurar inicialmente a UPA localizada nas proximidades do Hospital Geral Clériston Andrade antes de receber atendimento no Hospital da Criança.
Segundo o parlamentar, mães relataram que os pacientes somente seriam atendidos no HEC após avaliação prévia na UPA. A situação gerou questionamentos sobre o fluxo de atendimento e a capacidade de acolhimento da unidade pediátrica estadual.
Parlamentar critica estrutura e funcionamento da UPA Estadual
Durante o pronunciamento, Edvaldo Lima questionou a finalidade do Hospital Estadual da Criança diante das reclamações apresentadas por familiares de pacientes pediátricos.
“O Hospital da Criança foi construído para quê? Pois, as mamães estão chegando com suas crianças e dizem a elas ‘se a UPA mandar voltar, a gente atende’. Mas, primeiro, tem que passar por lá”, declarou o vereador.
O parlamentar também apontou problemas relacionados à estrutura da UPA Estadual, citando superlotação, presença de muriçocas, falta de papel higiênico nos banheiros e aparelhos de ar-condicionado sem funcionamento.
Vereadores relatam preocupação com atendimento de crianças na UPA
Edvaldo Lima criticou o atendimento de crianças em ambientes compartilhados com pacientes adultos em situação de urgência e emergência.
“Virou um lugar de adoecer e não de curar. Um bebê de seis meses no meio de adultos com doenças graves na UPA, em meio a pessoas em filas de espera”, afirmou durante a sessão legislativa.
As declarações foram direcionadas à gestão estadual da saúde pública. O vereador também cobrou providências para melhoria do atendimento prestado às crianças encaminhadas à rede estadual em Feira de Santana.
Professor Ivamberg explica divisão de atendimentos na rede de saúde
Ao comentar o debate, o vereador Professor Ivamberg (PT) afirmou que a situação pode estar relacionada à organização do sistema público de saúde e à distribuição dos atendimentos por complexidade.
Segundo ele, o Hospital Estadual da Criança atua prioritariamente em casos de média e alta complexidade, incluindo atendimentos especializados voltados a pacientes com câncer e gestantes com complicações graves.
“No sistema de saúde do Brasil, é a UPA que faz o pronto atendimento”, explicou o parlamentar durante a discussão no plenário da Câmara Municipal.
Pacientes regulados também enfrentam demora no atendimento, diz vereador
As críticas ao funcionamento do Hospital Estadual da Criança também foram reforçadas pelo vereador Jurandy Carvalho (PSDB), que relatou demora no atendimento de pacientes regulados para a unidade hospitalar.
Segundo o parlamentar, uma paciente encaminhada da UPA da Queimadinha para o HEC aguardou cerca de quatro horas por atendimento, mesmo após regulação prévia e com suspeita de apendicite.
“Ao chegar lá, regulada, foi ‘jogada’ na recepção e ficou esperando, com suspeita de apendicite, por todo este tempo”, afirmou Jurandy Carvalho.
Ambulâncias com pacientes aguardam triagem na porta do hospital
Jurandy Carvalho também relatou que ambulâncias vindas de municípios do interior têm permanecido na porta do Hospital Estadual da Criança aguardando triagem de pacientes regulados.
De acordo com o vereador, pessoas encaminhadas por unidades de saúde de outras cidades chegam ao hospital sem atendimento imediato, mesmo após autorização de regulação.
“Estão pegando gente regulada e botando na porta do hospital. Saem das cidades do interior e ficam na porta para fazer triagem. É preciso tomar uma providência”, declarou o parlamentar ao cobrar medidas das autoridades estaduais.








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