7ª Feira do Cordel Brasileiro encerra edição em Salvador com debates, oficinas, shows e valorização da cultura popular nordestina

A 7ª Feira do Cordel Brasileiro encerrou sua edição em Salvador após quatro dias de atividades voltadas à literatura popular, à oralidade e às manifestações culturais nordestinas. Realizado na CAIXA Cultural Salvador, o evento reuniu cordelistas, repentistas, pesquisadores, escritores, artistas e visitantes em uma programação composta por oficinas, palestras, mesas temáticas, apresentações musicais, recitais e exposição.

A iniciativa teve início com apresentações realizadas nos dias sexta-feira (23/05/2025) e sábado (24/05/2025), incluindo shows de Chambinho do Acordeon. Na sequência, entre quarta-feira (28/05/2025) e sábado (31/05/2025), o público participou de atividades gratuitas voltadas à difusão e preservação da literatura de cordel.

Ao longo da programação, visitantes tiveram acesso a espaços de formação, intercâmbio cultural e comercialização de obras, fortalecendo a circulação da produção literária popular e promovendo o contato entre autores, pesquisadores e leitores.

Exposição e oficinas destacaram tradição do cordel e da xilogravura

Entre os destaques da feira esteve a exposição “Nas Terras do Cangaço o Cordel Era a Lei”, com curadoria de Klévisson Viana e apresentação de Robério Santos. A mostra abordou a relação entre o cangaço e a literatura de cordel, apresentando conteúdos voltados ao patrimônio cultural nordestino.

As atividades formativas incluíram oficinas de literatura de cordel e xilogravura, destinadas a crianças, jovens e adultos. As ações buscaram aproximar novos públicos dos processos criativos que integram a produção dos folhetos tradicionais.

A feira também promoveu a comercialização de cordéis, livros, xilogravuras e produtos relacionados à cultura popular, ampliando oportunidades para autores, ilustradores e artesãos ligados ao segmento.

Debates abordaram oralidade, inteligência artificial e produção feminina

A programação acadêmica e cultural reuniu especialistas e representantes da literatura popular em mesas temáticas dedicadas à análise de diferentes aspectos do cordel e da poesia oral.

Participaram das atividades nomes como Mestre Bule-Bule, Marco Haurélio, Maria Alice Amorim, Edilene Matos, Lucélia Borges, Evaristo Geraldo, Rouxinol do Rinaré, Adiel Luna, Chico Pedrosa, Capinan, Creuza Meira, Vivi Lissek e Zuzu Oliveira.

Os debates abordaram temas relacionados à oralidade, ao legado de Rodolfo Coelho Cavalcante, à participação feminina no cordel baiano, ao cangaço e aos impactos da inteligência artificial na produção cultural contemporânea.

Apresentações musicais e recitais ampliaram a programação cultural

O anfiteatro da CAIXA Cultural Salvador recebeu apresentações que integraram música, poesia e tradição oral. O público acompanhou cantorias de repente, recitais poéticos e shows de diferentes artistas convidados.

Entre as atrações estiveram Raimundo Sodré, Aiace, Emily Barreto, o grupo Canastra Real e o espetáculo “Samba de Compadres”, apresentado por Mestre Bule-Bule e Adiel Luna.

As atividades reforçaram o diálogo entre diferentes expressões artísticas ligadas à cultura popular, reunindo música, poesia oral e literatura em uma mesma programação.

Evento seguirá para Fortaleza, Brasília e São Paulo

Além das ações realizadas em Salvador, a Feira do Cordel Brasileiro mantém uma proposta itinerante que busca ampliar o alcance da literatura popular em diferentes regiões do país.

Após a etapa baiana, a programação será realizada em Fortaleza, entre 21 e 28 de junho de 2025, seguindo para Brasília, de 14 a 19 de julho de 2025, e encerrando sua circulação em São Paulo, entre 08 e 12 de outubro de 2025.

A 7ª Feira do Cordel Brasileiro é realizada pela AESTROFE, com patrocínio da CAIXA Econômica Federal e do Governo Federal, promovendo ações voltadas à preservação, difusão e fortalecimento da literatura de cordel no Brasil.


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