Alisson entra para grupo histórico da Seleção na Copa 2026 e iguala marcas de Gylmar e Taffarel

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, marcada para sábado (13/06/2026) contra Marrocos, representa um marco na carreira de Alisson Becker. Titular da equipe nacional há quase uma década, o goleiro se tornará apenas o terceiro arqueiro da história a disputar três edições do Mundial defendendo o Brasil.

Com a nova participação, Alisson se junta a duas referências da posição: Gylmar dos Santos Neves, presente nas Copas de 1958, 1962 e 1966, e Cláudio Taffarel, titular nas edições de 1990, 1994 e 1998.

Além da marca histórica, o goleiro chega ao torneio com a possibilidade de alcançar novos recordes individuais e buscar um objetivo que seus antecessores conseguiram atingir: a conquista do título mundial.

Terceira Copa consolida trajetória de Alisson na Seleção

Alisson disputou suas duas primeiras Copas do Mundo em 2018, na Rússia, e em 2022, no Catar. Nas duas competições, esteve presente em nove partidas e foi ausência em apenas um jogo, diante de Camarões, quando a comissão técnica promoveu alterações na escalação.

A regularidade do goleiro ao longo dos últimos anos consolidou sua posição como titular da Seleção Brasileira, tornando-o uma das principais lideranças do elenco.

A participação na Copa de 2026 amplia sua presença entre os nomes mais longevos da posição e reforça sua importância dentro do planejamento da comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti.

Gylmar e Taffarel são referências históricas

O primeiro goleiro brasileiro a disputar três Copas do Mundo foi Gylmar dos Santos Neves, campeão mundial em 1958 e 1962. O ex-arqueiro atuou em todas as partidas das campanhas vitoriosas e voltou a defender a Seleção em 1966.

Na Copa disputada na Inglaterra, Gylmar participou dos dois primeiros jogos antes de ser substituído por Manga na partida contra Portugal, resultado que culminou na eliminação brasileira ainda na fase de grupos.

Taffarel construiu sua trajetória mundialista entre 1990 e 1998. O ex-goleiro foi peça central na conquista do tetracampeonato em 1994, quando atuou durante todos os minutos da campanha brasileira nos Estados Unidos.

Relação com Taffarel fortalece preparação para o Mundial

A trajetória de Alisson possui uma ligação direta com Taffarel. Atual treinador de goleiros da Seleção Brasileira, o campeão mundial de 1994 acompanha diariamente o trabalho do camisa 1.

A relação entre ambos ultrapassa o ambiente da Seleção. Os dois também trabalharam juntos no Liverpool entre 2021 e 2025, período que fortaleceu a confiança mútua.

Além da parceria profissional, Alisson já declarou em diferentes ocasiões que Taffarel é uma de suas principais referências na posição. O vínculo entre os dois ganhou destaque recentemente no projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, quando o goleiro recebeu uma homenagem de seu irmão, Muriel Becker, relembrando a influência do ídolo do tetra em sua infância.

Lesões marcaram temporada antes da Copa

A chegada ao Mundial acontece após uma temporada marcada por desafios físicos para o goleiro brasileiro.

Durante a temporada 2025-26, Alisson sofreu quatro lesões, incluindo um problema muscular na coxa direita que o afastou dos gramados por aproximadamente dois meses, entre março e maio de 2026.

Mesmo diante das dificuldades, a comissão técnica da Seleção manteve a confiança no atleta e aguardou sua recuperação completa para a disputa da Copa do Mundo. O goleiro retornou aos gramados pelo Liverpool na rodada final da Premier League antes de se apresentar ao Brasil.

Goleiro pode subir no ranking histórico de partidas em Copas

Além da marca de três participações em Mundiais, Alisson também tem a oportunidade de avançar no ranking de goleiros brasileiros com mais jogos em Copas do Mundo.

O arqueiro inicia a competição com nove partidas disputadas e ocupa a quinta colocação da lista histórica. À sua frente aparecem Taffarel, com 18 jogos, Gylmar, com 14, Leão, também com 14, e Júlio César, com 12.

Caso participe das três partidas da fase de grupos, contra Marrocos, Haiti e Escócia, Alisson alcançará Júlio César. Se a Seleção chegar às fases finais do torneio e disputar oito partidas, o goleiro poderá atingir 17 jogos em Copas do Mundo, aproximando-se da liderança da estatística.

Brasil estreia em busca do hexacampeonato

A Seleção Brasileira inicia sua campanha na Copa do Mundo de 2026 diante de Marrocos, em confronto válido pelo Grupo C.

Na sequência, o Brasil enfrentará Haiti e Escócia em busca de uma vaga na fase eliminatória. A expectativa da comissão técnica é contar com a experiência de jogadores como Alisson para conduzir a equipe ao objetivo de conquistar o sexto título mundial.

A terceira participação do goleiro em Copas do Mundo reforça sua posição entre os principais nomes da história recente da Seleção e o coloca ao lado de dois dos maiores arqueiros que defenderam o Brasil em Mundiais.


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