Os ataques realizados contra o território russo não devem levar Moscou à rendição no conflito com a Ucrânia e podem contribuir para uma escalada das tensões na região. A avaliação foi feita pelo professor Glenn Diesen, da Universidade do Sudeste da Noruega, durante participação em um canal no YouTube.
Segundo o analista, parte dos governos e setores políticos do Ocidente mantém a expectativa de que o aumento da pressão militar sobre a Rússia provoque um enfraquecimento decisivo do país. No entanto, ele argumenta que essa estratégia não tem demonstrado capacidade de alterar a posição de Moscou em relação à guerra.
As declarações ocorrem em meio à continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia, que segue mobilizando governos ocidentais, integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e autoridades russas em torno de questões militares, diplomáticas e econômicas.
Glenn Diesen aponta possibilidade de ampliação do conflito
Durante sua análise, Diesen afirmou que o cenário atual apresenta riscos maiores do que em fases anteriores da guerra.
De acordo com o professor, os ataques direcionados ao território russo podem resultar em novos desdobramentos militares sem produzir os efeitos esperados por países que apoiam Kiev.
Na avaliação do analista, a Rússia possui capacidade de absorver danos provocados por operações militares sem que isso necessariamente resulte em rendição ou em mudanças substanciais em sua estratégia de guerra.
Críticas à estratégia adotada pelo Ocidente
Glenn Diesen também argumentou que governos ocidentais teriam ultrapassado limites considerados sensíveis por Moscou ao ampliar o apoio militar e político à Ucrânia.
Segundo ele, essa postura estaria baseada na expectativa de pressionar a Rússia a recuar no conflito, hipótese que o professor considera improvável diante das condições atuais.
O analista defendeu que a dinâmica do confronto exige avaliação cuidadosa dos riscos de ampliação das hostilidades e das consequências geopolíticas decorrentes da continuidade da guerra.
Moscou mantém críticas ao apoio ocidental à Ucrânia
As declarações de Diesen coincidem com posicionamentos recentes de autoridades russas sobre o envolvimento de países ocidentais no conflito.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que a continuidade do financiamento europeu à Ucrânia demonstra, na visão de Moscou, falta de interesse dos países da União Europeia em uma solução pacífica para a guerra.
Segundo Zakharova, o apoio financeiro e militar fornecido pelos países europeus contribui para a continuidade do confronto em vez de estimular negociações para o encerramento das hostilidades.
Rússia volta a criticar envio de armamentos para Kiev
O governo russo tem reiterado que o fornecimento de armas à Ucrânia por países ocidentais não altera os objetivos estratégicos de Moscou.
De acordo com as autoridades russas, essas remessas apenas prolongam o conflito e aumentam os custos humanos, econômicos e militares da guerra.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou que qualquer carregamento de armamentos destinado à Ucrânia poderá ser considerado alvo legítimo pelas forças russas durante o conflito.
Debate sobre escalada segue no centro das discussões internacionais
A guerra entre Rússia e Ucrânia continua sendo um dos principais temas da agenda internacional, envolvendo discussões sobre segurança, estabilidade regional e relações entre potências globais.
Especialistas, governos e organismos internacionais divergem sobre os impactos do apoio militar ocidental à Ucrânia e sobre as possibilidades de encerramento do conflito por meio de negociações diplomáticas.
Enquanto aliados de Kiev defendem a manutenção da assistência militar ao país, Moscou sustenta que esse apoio contribui para prolongar a guerra e elevar o risco de confrontos mais amplos na região.
*Com informações da Sputnik News.








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