Ancelotti faz história na Copa 2026; Conheça os três estrangeiros que comandaram o Brasil antes dele

A participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 marca um momento inédito na história do futebol nacional. Pela primeira vez em 23 edições do torneio, o Brasil disputa o Mundial sob o comando de um treinador estrangeiro. O responsável por essa quebra de tradição é o italiano Carlo Ancelotti, que assumiu a equipe há um ano após construir uma carreira de títulos no futebol europeu.

A chegada de Ancelotti representa uma mudança histórica para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que ao longo de mais de um século de existência da Seleção sempre confiou o comando técnico da equipe a brasileiros durante as Copas do Mundo.

Apesar do ineditismo em Mundiais, o treinador italiano não é o primeiro estrangeiro a ocupar o banco de reservas da Seleção. Antes dele, três técnicos nascidos fora do Brasil dirigiram a equipe nacional em ocasiões específicas, embora nenhum tenha participado de uma Copa do Mundo.

Ramón Platero foi o primeiro estrangeiro no comando da Seleção

O pioneiro entre os treinadores estrangeiros da Seleção Brasileira foi o uruguaio Ramón Platero, que assumiu o comando da equipe em 1925.

Naquele período, o futebol brasileiro ainda dava seus primeiros passos no cenário internacional. A Seleção havia disputado sua primeira partida apenas onze anos antes e buscava consolidar sua presença nas competições sul-americanas.

Platero já possuía experiência no futebol brasileiro após passagens por clubes como Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama. Ele foi escolhido para dirigir a equipe durante o Campeonato Sul-Americano de 1925, torneio que posteriormente passou a ser conhecido como Copa América.

Campanha terminou com vice-campeonato sul-americano

Inicialmente, o comando da Seleção seria exercido por Joaquim Guimarães, mas uma mudança interna levou o brasileiro a ocupar a função de diretor técnico, deixando Platero responsável pela equipe.

Sob seu comando, o Brasil conquistou duas vitórias contra o Paraguai, além de registrar um empate e uma derrota diante da Argentina.

Os resultados garantiram à Seleção a segunda colocação da competição, encerrando a participação como vice-campeã sul-americana.

Joreca dividiu o comando da Seleção em experiência inédita

O segundo estrangeiro a dirigir o Brasil foi o português Jorge Gomes de Lima, conhecido no futebol como Joreca.

Radicado no Brasil desde a adolescência, ele construiu trajetória ligada ao esporte em diferentes funções. Atuou como jornalista esportivo, comentarista de rádio, árbitro e professor de educação física antes de iniciar a carreira como treinador.

Seu principal trabalho ocorreu no São Paulo, clube pelo qual conquistou três títulos do Campeonato Paulista durante a década de 1940.

Parceria com Flávio Costa durou apenas dois jogos

Em 1944, Joreca participou de uma experiência incomum para a época ao dividir o comando técnico da Seleção com o brasileiro Flávio Costa.

A dupla esteve à frente da equipe em dois amistosos disputados contra o Uruguai, ambos vencidos pelo Brasil.

Apesar dos resultados positivos, os dirigentes optaram por encerrar a experiência de comando compartilhado. Flávio Costa permaneceu no cargo e, anos depois, conduziu a Seleção ao vice-campeonato da Copa do Mundo de 1950.

Filpo Núñez foi o último estrangeiro antes de Ancelotti

O terceiro estrangeiro a comandar o Brasil antes da chegada de Carlo Ancelotti foi o argentino Nelson Ernesto Filpo Núñez, em 1965.

Conhecido por sua longa trajetória no futebol brasileiro, Filpo dirigiu dezenas de clubes ao longo de várias décadas. Seu trabalho mais marcante ocorreu no Palmeiras da chamada “Primeira Academia”, equipe que se destacou no cenário nacional durante os anos 1960.

Na ocasião, o Palmeiras foi convidado para representar a Seleção Brasileira na partida de inauguração do Mineirão, em Belo Horizonte.

Experiência histórica ocorreu em jogo único

Como treinador do Palmeiras, Filpo Núñez assumiu automaticamente o comando da equipe que vestiu a camisa da Seleção naquela partida comemorativa.

O confronto foi disputado contra o Uruguai e terminou com vitória brasileira por 3 a 0.

A experiência durou apenas esse jogo, tornando Filpo o último estrangeiro a dirigir o Brasil antes da chegada de Carlo Ancelotti mais de seis décadas depois.

Ancelotti busca conduzir o Brasil ao hexacampeonato

Agora, Carlo Ancelotti entra para a história como o primeiro estrangeiro a comandar a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo.

Na Copa de 2026, o Brasil integra o Grupo C e estreia diante de Marrocos. Na sequência, enfrentará Haiti e Escócia na fase de grupos.

Caso avance entre os dois primeiros colocados, a Seleção enfrentará um adversário oriundo do Grupo F, formado por Holanda, Japão, Suécia e Tunísia. Já uma classificação como um dos melhores terceiros colocados poderá gerar cruzamentos com equipes dos grupos A, E ou I, incluindo possíveis confrontos contra seleções campeãs mundiais como Alemanha e França.

A campanha de Ancelotti será acompanhada de perto por torcedores e especialistas, uma vez que o treinador busca conduzir o Brasil à conquista de seu sexto título mundial, ampliando a marca da Seleção mais vencedora da história da Copa do Mundo.


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