A Copa do Mundo FIFA 2026 será marcada por um recorde relacionado à longevidade dos atletas. Pela primeira vez desde a criação do torneio, uma edição contará com oito jogadores com 40 anos ou mais, superando o total acumulado de todas as Copas anteriores, que registraram apenas sete participantes nessa faixa etária ao longo de 96 anos de competição.
O crescimento da presença de atletas veteranos reflete mudanças na preparação física, nos métodos de recuperação e na gestão de carreira dos jogadores. Embora o recorde do atleta mais velho da história das Copas permaneça com Essam El-Hadary, que disputou o Mundial de 2018 aos 45 anos e cinco meses, a edição de 2026 será a que reunirá o maior número de jogadores na quinta década de vida.
Entre os convocados estão nomes que marcaram diferentes gerações do futebol internacional, incluindo campeões continentais, finalistas de Copa do Mundo e recordistas por suas seleções nacionais.
Craig Gordon será o jogador mais velho da Copa de 2026
O goleiro Craig Gordon, da Escócia, iniciará o torneio com 43 anos e cinco meses, tornando-se o atleta mais velho desta edição e o segundo mais velho da história das Copas do Mundo.
Nascido em 31 de dezembro de 1982, Gordon estreou profissionalmente antes da Copa de 2002 e acumula mais de duas décadas de atuação pela seleção escocesa. A competição de 2026 marcará sua primeira participação em um Mundial, já que a Escócia não disputava a fase final do torneio desde 1998.
Sua convocação simboliza a permanência de atletas experientes em alto nível competitivo mesmo após longos períodos de carreira.
Cristiano Ronaldo busca ampliar marcas históricas
Aos 41 anos, Cristiano Ronaldo será o jogador de linha mais velho da Copa do Mundo de 2026. O atacante português disputará mais uma edição do torneio em uma trajetória iniciada há duas décadas.
Entre os objetivos do jogador está a busca pelo primeiro título mundial de Portugal. Caso conquiste a competição, Cristiano Ronaldo se tornará o atleta mais velho a vencer uma Copa do Mundo, superando o recorde estabelecido pelo italiano Dino Zoff aos 40 anos.
Além da disputa pelo título, o atacante também continua sua trajetória em busca da marca de mil gols na carreira profissional.
Ochoa, Modric e Dzeko ampliam presença de veteranos
O goleiro mexicano Guillermo Ochoa participará de sua sexta Copa do Mundo. Ao lado de Cristiano Ronaldo e de Lionel Messi, ele integra um grupo restrito de atletas com seis participações no torneio.
Outro nome de destaque é o meio-campista croata Luka Modric, que chega ao Mundial com 40 anos e nove meses. Vice-campeão em 2018 e terceiro colocado em 2022, o jogador segue como referência técnica da Croácia.
Já o atacante Edin Dzeko, maior artilheiro da história de seu país, retorna à Copa do Mundo após 12 anos. O centroavante completou 40 anos em março e lidera a seleção bósnia em mais uma campanha internacional.
Goleiros concentram maior número de atletas acima dos 40 anos
A lista de veteranos inclui ainda o uruguaio Fernando Muslera, o alemão Manuel Neuer e o cabo-verdiano Vozinha.
Muslera, que completará 40 anos durante a competição, retorna ao Mundial após ter participado das Copas de 2010, 2014, 2018 e 2022. Já Neuer disputará sua quinta Copa do Mundo e permanece como um dos últimos remanescentes da seleção alemã campeã em 2014.
Vozinha, por sua vez, vive um momento histórico ao disputar sua primeira Copa do Mundo com Cabo Verde logo após completar 40 anos, em terça-feira (03/06/2026).
Evolução da preparação física amplia carreiras no futebol
O aumento do número de jogadores acima dos 40 anos em uma Copa do Mundo reflete mudanças significativas no futebol profissional. Avanços em áreas como medicina esportiva, nutrição, fisiologia e recuperação física têm contribuído para prolongar a permanência de atletas em competições de alto rendimento.
A presença desses jogadores também evidencia a valorização da experiência em torneios de grande porte, nos quais liderança, conhecimento tático e controle emocional costumam desempenhar papel relevante.
Com oito representantes na faixa dos 40 anos ou mais, a Copa do Mundo de 2026 estabelece um marco histórico e reforça uma tendência observada nas principais competições internacionais: a ampliação da longevidade esportiva entre atletas de elite.









Deixe um comentário