A Organização das Nações Unidas (ONU) informou, na sexta-feira (26/06/2026), que mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas na Venezuela após os dois terremotos que atingiram o país na quarta-feira (24/06/2026). Segundo a organização, o número oficial de mortos, atualmente em 929, deverá aumentar à medida que as operações de busca avancem nas áreas mais afetadas.
O balanço divulgado pelas autoridades venezuelanas aponta 929 mortes e 2.980 pessoas feridas. A estimativa da ONU considera que a dimensão da destruição dificulta o acesso às regiões atingidas e pode revelar um número maior de vítimas nos próximos dias.
O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, afirmou que as equipes enfrentam uma operação de elevada complexidade devido ao grande número de desaparecidos, aos edifícios destruídos e ao risco permanente de novas réplicas sísmicas.
ONU amplia operações de resgate e alerta para dificuldades nas buscas
Segundo Tom Fletcher, cerca de 50 mil pessoas permanecem desaparecidas, tornando as operações de busca uma das maiores já coordenadas pela organização em resposta a um desastre natural recente.
O representante da ONU informou que 35 equipes de busca e resgate urbano, compostas por mais de 1.600 profissionais especializados e mais de 100 cães treinados, atuam nas áreas afetadas. As operações também utilizam drones para localizar sobreviventes em edifícios com acesso restrito.
Ainda de acordo com Fletcher, as equipes trabalham sob risco constante de novas réplicas, fator que aumenta a dificuldade das operações e exige protocolos adicionais de segurança para os socorristas.
Terremotos provocaram destruição em Caracas e outras regiões
Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 ocorreram na quarta-feira (24/06/2026) e provocaram danos estruturais em diversas cidades venezuelanas, principalmente na capital, Caracas, onde vários edifícios desabaram.
As áreas de La Guaira e Caraballeda, localizadas na região costeira próxima à capital, também registraram destruição significativa, concentrando parte das operações de resgate conduzidas por equipes nacionais e internacionais.
A ONU destacou que a extensão dos danos indica que o número de vítimas poderá crescer conforme novas áreas sejam alcançadas pelas equipes de emergência.
Comunidade internacional amplia apoio humanitário
A operação internacional de resposta ao desastre conta com equipes de resgate de pelo menos 17 países, mobilizadas para apoiar as buscas por sobreviventes e prestar assistência às populações atingidas.
Agências da ONU e outras organizações humanitárias fizeram um apelo por acesso humanitário rápido e irrestrito às regiões afetadas, destacando a necessidade de acelerar o envio de suprimentos, equipamentos e assistência médica.
Como parte das medidas internacionais de apoio, o governo dos Estados Unidos anunciou a suspensão, por quatro meses, das sanções econômicas contra a Venezuela, com o objetivo de evitar impactos nas operações humanitárias e facilitar a chegada de ajuda ao país.
Desastre poderá alterar balanço oficial nos próximos dias
A ONU avalia que o número de mortos ainda está abaixo da dimensão real do desastre devido às dificuldades de acesso aos locais mais atingidos. A organização afirma que milhares de pessoas permanecem desaparecidas e que o avanço das buscas deverá atualizar o balanço oficial nas próximas horas e dias.
O cenário mantém mobilizadas autoridades venezuelanas, organismos internacionais e equipes humanitárias, enquanto prosseguem as operações de resgate, atendimento às vítimas e avaliação dos danos causados pelos terremotos.
*Com informações da Agência Brasil.









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