Na manhã desta terça-feira, 16/06/2026, o prefeito José Ronaldo de Carvalho apresentou, em frente ao Paço Municipal Maria Quitéria, no Centro de Feira de Santana, seis ônibus zero quilômetro incorporados à frota do transporte coletivo urbano. Os veículos, pertencentes à empresa São João, entram em operação imediata para atender rotas dos bairros Santo Antônio dos Prazeres, Viveiros e Fraternidade, regiões periféricas densamente povoadas, com substituição de ônibus antigos por modelos equipados com ar-condicionado, acessibilidade, entradas USB e tecnologia Euro 06, de menor emissão de poluentes.
Renovação da frota atende bairros periféricos de Feira de Santana
A ampliação da frota ocorre em um setor sensível da gestão urbana: o transporte público coletivo. Segundo a Prefeitura de Feira de Santana, os seis novos veículos serão direcionados a linhas que atendem bairros com elevada demanda populacional e forte dependência do ônibus como meio de deslocamento diário para trabalho, estudo, serviços de saúde, comércio e atividades administrativas.
Durante a apresentação, o prefeito José Ronaldo afirmou que os ônibus entram em circulação imediatamente. A medida contempla as rotas de Santo Antônio dos Prazeres, Viveiros e Fraternidade, substituindo veículos mais antigos que operavam nas mesmas linhas. A renovação, nesse contexto, busca reduzir desconfortos associados à idade da frota, ampliar a qualidade do serviço e oferecer melhores condições aos usuários.
Os veículos foram apresentados diante do Paço Municipal Maria Quitéria, em ato acompanhado por integrantes da administração municipal. Estiveram presentes os secretários Rodolfo Suzarte, da Semob; Joilton Freitas, da Comunicação; Cristiano Lobo, da Cultura; Carlos Brito, do Planejamento; além do chefe de Gabinete, Mário Borges.
Ônibus têm ar-condicionado, acessibilidade e capacidade para 81 passageiros
Os novos ônibus possuem capacidade para transportar 81 passageiros e contam com equipamentos voltados ao conforto e à inclusão. Entre os itens destacados estão ar-condicionado, rampas de acessibilidade para cadeirantes e entradas USB para carregamento de celular, recurso cada vez mais associado à rotina dos usuários em deslocamentos urbanos.
Outro ponto informado pela Prefeitura é a adoção da tecnologia Euro 06, padrão de motorização associado à redução de emissões de poluentes. Embora a renovação da frota não resolva, isoladamente, todos os problemas do transporte coletivo, a substituição de veículos antigos por modelos mais modernos representa ganho ambiental, operacional e de conforto para passageiros e trabalhadores do sistema.
Com a chegada dos novos ônibus, Feira de Santana passa a ter 61% da frota com ar-condicionado, de acordo com os dados divulgados pela gestão municipal. José Ronaldo afirmou que a meta da administração é alcançar 100% da frota climatizada, objetivo que dependerá da continuidade dos investimentos, da capacidade operacional das concessionárias e da fiscalização pública sobre o cumprimento dos compromissos assumidos.
Mobilidade urbana permanece como tema estratégico para Feira de Santana
A renovação da frota ocorre em uma cidade de forte dinâmica comercial, regional e populacional. Feira de Santana exerce papel central na circulação de pessoas no interior da Bahia, o que torna a mobilidade urbana um dos temas mais relevantes da agenda pública municipal. A qualidade do transporte coletivo impacta diretamente a produtividade econômica, a inclusão social e o acesso da população a serviços essenciais.
Nos bairros periféricos, a dependência do ônibus tende a ser maior, sobretudo entre trabalhadores, estudantes, idosos e famílias de menor renda. Por isso, a destinação dos novos veículos para Santo Antônio dos Prazeres, Viveiros e Fraternidade confere à medida um sentido social relevante, desde que acompanhada por regularidade de horários, integração eficiente, segurança, manutenção adequada e controle de lotação.
A substituição de ônibus antigos também pode contribuir para reduzir falhas mecânicas, atrasos e desconforto térmico, problemas frequentemente associados à percepção negativa do serviço público de transporte. Entretanto, o avanço real dependerá não apenas da entrega de novos veículos, mas de uma política contínua de renovação, planejamento de linhas, fiscalização das concessionárias e diálogo com usuários.
Frota climatizada chega a 61%
O dado de que 61% da frota já conta com ar-condicionado é central para a comunicação da gestão municipal. A climatização deixou de ser item secundário em cidades de clima quente e passou a integrar o debate sobre qualidade mínima do transporte coletivo, especialmente em trajetos longos e horários de maior fluxo.
A meta de chegar a 100% da frota climatizada projeta um compromisso administrativo relevante, mas exige acompanhamento público. Para que a promessa tenha efetividade, será necessário informar prazos, critérios de substituição, número total de veículos em operação, cronograma de renovação e indicadores de desempenho do sistema.
A transparência desses dados é fundamental para que a população acompanhe se a modernização está ocorrendo de forma equilibrada entre bairros centrais, periféricos e distritos. A renovação de frota tem maior legitimidade quando atende não apenas às áreas de maior visibilidade, mas também às comunidades com maior dificuldade de acesso ao transporte regular.
Tecnologia Euro 06 reforça dimensão ambiental da medida
A informação de que os veículos operam com tecnologia Euro 06 acrescenta dimensão ambiental à renovação da frota. O padrão reduz emissões em comparação com tecnologias anteriores e se alinha a uma tendência nacional e internacional de modernização dos sistemas urbanos de transporte por meio de veículos menos poluentes.
Em cidades médias e grandes, o transporte coletivo tem dupla função ambiental. De um lado, pode reduzir a dependência do transporte individual quando oferece serviço eficiente, confortável e previsível. De outro, precisa modernizar a própria frota para diminuir os impactos da circulação de veículos pesados em áreas urbanas.
No caso de Feira de Santana, a adoção de ônibus menos poluentes é positiva, mas deve ser inserida em uma política mais ampla de mobilidade. A agenda ambiental do transporte público envolve renovação tecnológica, manutenção preventiva, racionalização de rotas, incentivo ao uso do coletivo e melhoria da experiência do passageiro.
Interesse público e impacto para os usuários
A entrega dos seis ônibus tem impacto direto sobre usuários que dependem do transporte coletivo para deslocamentos cotidianos. A melhoria da frota tende a ampliar conforto, segurança operacional e acessibilidade, especialmente para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
A presença de rampas de acessibilidade é elemento indispensável em qualquer sistema público de transporte. Mais do que cumprimento formal de exigências legais, a acessibilidade define se parte da população consegue exercer, na prática, o direito de circular pela cidade com autonomia e dignidade.
A incorporação de entradas USB, embora secundária em relação à segurança, regularidade e acessibilidade, reflete a adaptação do transporte coletivo a novos hábitos urbanos. Em um cenário no qual o celular é usado para comunicação, trabalho, estudo, localização e pagamento de serviços, esse tipo de recurso pode contribuir para melhorar a experiência do usuário.








Deixe um comentário