Feira de Santana poderá implantar um sistema de monitoramento inteligente com reconhecimento facial e análise de imagens para auxiliar na localização de foragidos da Justiça, pessoas desaparecidas e veículos com registro de roubo ou furto. A medida está prevista no Projeto de Lei que institui o programa “Smart Feira”, apresentado pelo vereador Ismael Bastos (PL) durante a sessão da Câmara Municipal realizada na quarta-feira (10/06/2026).
Segundo o parlamentar, a iniciativa busca ampliar as ferramentas de apoio à segurança pública por meio da utilização de tecnologias de monitoramento integradas a bancos de dados de órgãos competentes.
A proposta prevê a instalação e integração de câmeras equipadas com sistemas capazes de identificar pessoas procuradas pela Justiça, localizar desaparecidos e detectar veículos com restrições, emitindo alertas automáticos para as forças de segurança quando houver correspondência com registros oficiais.
Projeto prevê integração entre monitoramento e inteligência de dados
De acordo com Ismael Bastos, o modelo foi inspirado em experiências adotadas em cidades brasileiras que utilizam sistemas inteligentes de vigilância urbana para reforçar ações de segurança pública.
O vereador explicou que a tecnologia permite cruzar imagens captadas por câmeras instaladas em vias públicas com bancos de dados de órgãos de segurança. Caso seja identificada uma pessoa com mandado de prisão em aberto ou um veículo roubado, o sistema poderá gerar notificações para os órgãos responsáveis.
A proposta também inclui mecanismos voltados à localização de pessoas desaparecidas, permitindo que informações registradas em bancos de dados sejam utilizadas para auxiliar nas buscas realizadas pelas autoridades competentes.
Proprietários poderão aderir ao sistema de forma voluntária
Outro ponto previsto no projeto é a participação voluntária de moradores e empresários que possuam sistemas próprios de videomonitoramento.
Nesses casos, as imagens produzidas por câmeras instaladas em imóveis residenciais ou comerciais poderiam ser compartilhadas com o programa mediante acordo formal com a Prefeitura, ampliando a cobertura do monitoramento urbano.
Segundo o autor da proposta, a medida poderá aumentar o alcance das ferramentas de vigilância sem a necessidade de instalação exclusiva de equipamentos públicos em todas as regiões da cidade.
Vereador cita mandados de prisão em aberto no município
Durante a apresentação do projeto, Ismael Bastos afirmou que o programa poderá contribuir para o fortalecimento das ações de combate à criminalidade em Feira de Santana.
O parlamentar citou dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicando a existência de 653 mandados de prisão em aberto no município, argumento utilizado para defender a adoção de tecnologias de monitoramento e identificação.
Além da localização de foragidos, o vereador destacou que o sistema poderá auxiliar na identificação de pessoas procuradas por órgãos públicos e familiares, ampliando a utilização da ferramenta para diferentes finalidades ligadas à segurança e ao interesse público.
Debate inclui investimentos em tecnologia e estrutura municipal
Ao comentar a proposta, o vereador Pedro Américo (Cidadania) afirmou que a discussão envolve diretamente estratégias de prevenção à violência e modernização dos mecanismos de monitoramento urbano.
Segundo ele, o município precisa ampliar a quantidade de câmeras instaladas em espaços públicos e investir em softwares de análise de risco e inteligência de dados.
O parlamentar também defendeu o fortalecimento da estrutura da Secretaria de Prevenção à Violência e a ampliação do efetivo da Guarda Municipal como medidas complementares para o aprimoramento das políticas de segurança pública.
Vereador solicita posto avançado do CRAS em Bonfim de Feira
Durante o mesmo pronunciamento, Ismael Bastos informou que encaminhou uma indicação ao Poder Executivo solicitando a implantação de um posto avançado do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) no distrito de Bonfim de Feira.
A proposta tem como objetivo facilitar o acesso da população local a serviços como atualização do Cadastro Único (CadÚnico) e atendimentos relacionados a programas sociais, reduzindo a necessidade de deslocamento até a sede do município.
De acordo com o vereador, a criação de uma unidade avançada exigiria menos procedimentos administrativos do que a implantação de um novo CRAS e poderia ser implementada diretamente pela administração municipal.









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