A Copa do Mundo da FIFA de 2026 entrou para a história não apenas pela disputa do título, mas também pela quantidade de recordes individuais e coletivos estabelecidos ao longo da competição. O torneio reuniu marcas inéditas relacionadas a artilharia, assistências, longevidade de técnicos, desempenho defensivo, participações históricas e estatísticas de jogo, envolvendo atletas e treinadores de diferentes seleções.
Entre os principais destaques estão Kylian Mbappé, que se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, Lionel Messi, que ampliou diversos recordes da competição, Cristiano Ronaldo, primeiro jogador a marcar gols em seis edições do Mundial, e Didier Deschamps, que assumiu a liderança entre os técnicos com maior número de partidas e vitórias em Copas do Mundo.
Os recordes também alcançaram treinadores, goleiros e jogadores que protagonizaram marcas inéditas durante a competição, reforçando a diversidade de feitos registrados ao longo do torneio.
Técnicos estabelecem novas marcas históricas
O técnico Dick Advocaat, de Curaçao, tornou-se o treinador mais velho a comandar uma seleção em uma Copa do Mundo, ao dirigir sua equipe aos 78 anos e 271 dias. O recorde superou a marca anteriormente pertencente a Otto Rehhagel e colocou Advocaat no topo da lista dos técnicos mais experientes da história do torneio.
Outra marca relevante foi alcançada por Didier Deschamps, da França. O treinador chegou a 26 partidas no comando da seleção francesa em Copas do Mundo, ultrapassando Helmut Schön e tornando-se o técnico com mais jogos e mais vitórias na história da competição. O francês acumulou campanhas nas edições de 2014, 2018, 2022 e 2026.
Também entre os treinadores, a edição de 2026 evidenciou a longevidade de profissionais experientes, como Carlos Queiroz, Hugo Broos e Miroslav Koubek, todos figurando entre os técnicos mais velhos a disputar uma Copa do Mundo.
Mbappé amplia protagonismo e Messi quebra múltiplos recordes
Kylian Mbappé encerrou a Copa do Mundo de 2026 como o maior goleador da história do torneio, alcançando 22 gols em Mundiais. O atacante francês ultrapassou a marca histórica anteriormente liderada por Miroslav Klose após uma disputa direta com Lionel Messi durante a competição.
Messi, por sua vez, ampliou diversos recordes históricos. O argentino tornou-se o jogador com mais vitórias em Copas do Mundo, chegando a 23 triunfos, além de estabelecer a maior sequência de partidas consecutivas marcando gols, com nove jogos seguidos, considerando as edições de 2022 e 2026.
O camisa 10 da Argentina também passou a liderar outro levantamento estatístico ao atingir sete gols marcados de fora da área em Copas do Mundo, superando a marca anteriormente atribuída ao brasileiro Rivellino.
Cristiano Ronaldo, Olise e Rodri também entram para a história
Cristiano Ronaldo tornou-se o primeiro jogador a marcar gols em seis edições diferentes da Copa do Mundo. Aos 41 anos, o atacante português ampliou uma marca inédita e consolidou sua presença entre os principais nomes da história do torneio.
Pela França, Michael Olise estabeleceu o recorde de mais assistências em uma única edição, com sete passes para gol, superando a marca de Pelé registrada em 1970. Cinco dessas assistências tiveram como destino Kylian Mbappé, estabelecendo também um recorde de parceria ofensiva.
Já o espanhol Rodri registrou 790 passes certos, estabelecendo o maior número de passes completos em uma única edição da Copa do Mundo. O meio-campista superou sua própria marca obtida na edição do Catar, em 2022.
Inglaterra, França, goleiros e jovens talentos também estabeleceram marcas
A edição de 2026 registrou ainda um feito coletivo inédito. As duplas Jude Bellingham e Harry Kane, pela Inglaterra, e Ousmane Dembélé e Kylian Mbappé, pela França, tornaram-se as primeiras parcerias da história a participarem diretamente de seis gols cada em uma única edição da Copa do Mundo.
Entre os jovens atletas, o suíço Johan Manzambi, aos 20 anos e 247 dias, tornou-se o substituto mais jovem a marcar dois gols em uma mesma partida de Mundial.
Nos gols, Eloy Room, de Curaçao, igualou o recorde de 16 defesas em uma única partida, enquanto Unai Simón, da Espanha, estabeleceu um novo recorde ao terminar a competição com sete jogos sem sofrer gols, além de contribuir para que a seleção espanhola encerrasse o torneio com apenas um gol sofrido, o menor número já registrado por um campeão mundial.
Esses resultados consolidaram a Copa do Mundo de 2026 como uma edição marcada por mudanças relevantes nas estatísticas históricas da competição, com recordes distribuídos entre diferentes gerações, posições e seleções







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