O deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, foi condenado pela Justiça a 36 anos e nove meses de prisão, nesta quinta-feira (09/07/2026), por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. A sentença também condenou Mayana Cerqueira da Silva, Thierre Figueredo Silva, Jackson Macedo Araújo Júnior e Roque de Jesus Carvalho, denunciados pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
As condenações são resultado das investigações da Operação El Patrón, deflagrada em dezembro de 2023, com o objetivo de apurar a atuação de uma organização criminosa em Feira de Santana e municípios da região.
Segundo a sentença da Vara Criminal e Crimes contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Feira de Santana, os réus responderam por crimes relacionados à posse ilegal de armas e munições, conforme as condutas individualizadas identificadas durante as investigações.
Justiça aponta manutenção de arsenal em imóveis ligados ao deputado
De acordo com a decisão judicial, Binho Galinha mantinha um arsenal distribuído em diferentes imóveis urbanos e rurais, em desacordo com as normas de controle de armas estabelecidas pela legislação brasileira.
Durante o cumprimento dos mandados da Operação El Patrón, foram apreendidos armamentos de uso permitido e de uso restrito, munições, armas com numeração adulterada ou suprimida e equipamentos armazenados em locais não autorizados.
Com base nas provas reunidas pelo Gaeco, a Justiça também reconheceu que o parlamentar permitiu ou facilitou o acesso de um adolescente a arma de fogo, circunstância considerada na condenação.
Armas e munições foram encontradas em diversos endereços
Segundo a sentença, armas e munições foram localizadas em diferentes endereços vinculados ao deputado estadual. Parte do material apresentava sinais identificadores adulterados ou estava armazenada em locais distintos daqueles informados aos órgãos fiscalizadores.
A decisão judicial detalha que os armamentos estavam distribuídos entre imóveis urbanos e rurais relacionados ao condenado, em desacordo com as exigências previstas no Estatuto do Desarmamento.
As investigações desenvolvidas pelo Ministério Público da Bahia reuniram provas que subsidiaram a denúncia apresentada pelo Gaeco, posteriormente acolhida pela Justiça.
Demais condenados receberam penas individualizadas
A esposa do deputado, Mayana Cerqueira da Silva, foi condenada a três anos e seis meses de reclusão, em regime inicial aberto, por manter e portar irregularmente uma pistola de uso restrito.
Thierre Figueredo Silva foi condenado a sete anos e nove meses de prisão, em regime semiaberto.
Também foram condenados os policiais militares Jackson Macedo Araújo Júnior, conhecido como “Macaco”, a seis anos e nove meses de reclusão, e Roque de Jesus Carvalho, a quatro anos e quatro meses de prisão, sendo que ambos poderão recorrer em liberdade, conforme a sentença.








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