Empregos no Nordeste crescem em maio de 2026: Serviços e Construção concentram 76% das novas vagas, aponta Caged

O Nordeste encerrou o mês de maio de 2026 com saldo positivo de 23.351 empregos formais, resultado da diferença entre 314.518 admissões e 291.167 desligamentos, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) analisados pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O levantamento mostra que os setores de Serviços e Construção responderam por quase 76% das vagas criadas, somando 17.729 novos postos de trabalho.

O desempenho representa um crescimento de aproximadamente 22,7% em relação ao mês anterior, quando a região registrou saldo positivo de 19.027 vagas. No acumulado do ano, entre janeiro e maio, o Nordeste contabiliza 94.684 empregos formais, mantendo saldo positivo em todos os meses do período.

Os dados também apontam desempenho positivo em todos os cinco grandes setores da economia, consolidando a geração de empregos formais em diferentes segmentos produtivos da região.

Bahia lidera geração de empregos entre os estados nordestinos

Entre os nove estados do Nordeste, oito registraram mais admissões do que desligamentos durante o mês de maio.

A Bahia liderou a geração de empregos formais, com 7.159 vagas, seguida por Pernambuco (5.894) e Ceará (3.421). Também apresentaram saldo positivo Paraíba (2.012), Piauí (1.999), Maranhão (1.955), Sergipe (877) e Rio Grande do Norte (109).

Alagoas foi o único estado da região a apresentar resultado negativo, com redução de 75 postos de trabalho.

Mulheres e trabalhadores com ensino médio completo concentraram maior saldo

A análise do perfil dos trabalhadores mostra que as mulheres responderam por 56% do saldo positivo, representando 13.120 vagas criadas no período.

Considerando o grau de escolaridade, os trabalhadores com ensino médio completo concentraram o maior volume de novos postos formais, totalizando 18.754 vagas.

Segundo a análise da Sudene, o mercado de trabalho regional manteve forte absorção de profissionais com esse nível de formação, refletindo a demanda predominante das atividades econômicas que lideraram a geração de empregos.

Jovens de 18 a 24 anos lideram abertura de vagas

A distribuição por faixa etária revela que os trabalhadores entre 18 e 24 anos concentraram a maior geração de empregos, com 18.828 vagas.

Também apresentaram saldo positivo os grupos de até 17 anos (1.584), 40 a 49 anos (1.139) e 25 a 29 anos (522).

Por outro lado, houve redução de 2.726 postos de trabalho em três faixas etárias específicas. O maior recuo ocorreu entre trabalhadores de 30 a 39 anos (-1.251), seguido pelos grupos de 65 anos ou mais (-865) e 50 a 64 anos (-610).

Serviços mantém liderança na geração de empregos

O setor de Serviços permaneceu como principal responsável pela expansão do emprego formal no Nordeste, com saldo de 12.146 vagas.

Dentro do segmento, destacaram-se as atividades de informação, comunicação e finanças, responsáveis por 6.070 empregos, seguidas pelos setores de administração pública, educação e saúde, que somaram 4.011 vagas.

Em números absolutos, Pernambuco (3.354), Bahia (2.828) e Ceará (2.139) lideraram a geração de empregos em Serviços. Proporcionalmente, o maior peso do setor ocorreu no Rio Grande do Norte, onde respondeu por 366,97% do saldo estadual.

Construção, indústria, comércio e agropecuária também fecharam o mês com saldo positivo

A Construção Civil registrou 5.583 novos postos de trabalho, com destaque para Bahia (2.153), Ceará (1.444), Pernambuco (806) e Maranhão (795).

A Indústria encerrou maio com 2.677 vagas, revertendo o resultado negativo registrado no mês anterior. Os maiores saldos foram observados em Pernambuco (1.513) e Bahia (1.195).

O Comércio criou 2.224 empregos formais, liderado pelo Maranhão (783), seguido por Paraíba (485), Ceará (444), Pernambuco (267), Sergipe (191), Rio Grande do Norte (146), Piauí (32) e Bahia (1). Apenas Alagoas (-125) apresentou saldo negativo no setor.

Na Agropecuária, o saldo foi de 724 vagas, impulsionado principalmente pela Bahia (982). Também registraram resultados positivos Piauí (237), Paraíba (135) e Sergipe (63), enquanto Rio Grande do Norte (-244), Maranhão (-183), Ceará (-154), Alagoas (-66) e Pernambuco (-46) fecharam o mês com perdas líquidas.

Sudene destaca desempenho regional no mercado formal

Os dados analisados pela Sudene, com base nas estatísticas do Caged, indicam que o Nordeste manteve trajetória positiva na geração de empregos formais durante os cinco primeiros meses do ano.

O desempenho foi sustentado principalmente pelos setores de Serviços e Construção, além da recuperação da Indústria e da manutenção de resultados positivos no Comércio e na Agropecuária, refletindo crescimento do emprego formal em praticamente toda a região.


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