A Espanha tornou-se o primeiro país da história a ser, simultaneamente, campeão das Copas do Mundo masculina e feminina da FIFA. O feito foi confirmado no domingo (19/07/2026), após a vitória da seleção masculina por 1 a 0 sobre a Argentina, na final da Copa do Mundo da FIFA 2026, disputada em Nova York/Nova Jersey, nos Estados Unidos.
Com a conquista, a geração liderada por Rodri, Mikel Oyarzábal, Lamine Yamal e Ferran Torres passa a compartilhar o protagonismo com a equipe feminina campeã da Copa do Mundo Feminina de 2023, formada por atletas como Alexia Putellas, Aitana Bonmatí, Olga Carmona e Salma Paralluelo.
Além do feito inédito de reunir os dois títulos ao mesmo tempo, a Espanha tornou-se apenas o segundo país da história a conquistar tanto a Copa do Mundo masculina quanto a feminina. A Alemanha também alcançou os dois torneios, com quatro títulos entre os homens (1954, 1974, 1990 e 2014) e dois entre as mulheres (2003 e 2007), embora nunca tenha mantido ambos simultaneamente.
Seleção feminina conquistou o primeiro Mundial em 2023
A campanha da seleção feminina espanhola na Copa do Mundo da FIFA Feminina de 2023, disputada na Austrália e na Nova Zelândia, representou um marco na história do futebol do país.
Antes daquele torneio, a Espanha havia participado apenas das edições de 2015, quando foi eliminada ainda na fase de grupos, e 2019, encerrando sua campanha nas oitavas de final. Em 2023, chegou ao Mundial impulsionada pelo desempenho de atletas como Alexia Putellas e Aitana Bonmatí, referências do futebol feminino internacional.
Na fase de grupos, a equipe venceu Costa Rica (3 a 0) e Zâmbia (5 a 0), mas foi derrotada pelo Japão (4 a 0), classificando-se em segundo lugar. A partir das fases eliminatórias, eliminou Suíça, Holanda e Suécia, antes de derrotar a Inglaterra por 1 a 0 na final, disputada em Sydney, com gol de Olga Carmona, conquistando seu primeiro título mundial feminino.
Campanha masculina terminou com o bicampeonato mundial
A seleção masculina chegou à Copa do Mundo de 2026 como campeã da Eurocopa de 2024, sob o comando do técnico Luis de la Fuente.
Na fase de grupos, estreou com empate diante de Cabo Verde, venceu a Arábia Saudita por 5 a 0 e superou o Uruguai por 1 a 0, garantindo a liderança da chave.
Na sequência do torneio, eliminou Áustria, Portugal, Bélgica e França, chegando à decisão diante da Argentina. A final terminou empatada sem gols no tempo regulamentar, mas Ferran Torres marcou na prorrogação, assegurando o segundo título mundial da seleção espanhola, repetindo o roteiro da conquista de 2010, também definida no tempo extra.
Nova geração consolida protagonismo internacional
A campanha espanhola confirmou o processo de renovação iniciado nos últimos anos. Nomes como Lamine Yamal, Pau Cubarsí, Nico Williams, Pedri, Rodri e Ferran Torres passaram a integrar uma geração responsável por ampliar a coleção de títulos da seleção.
Além da conquista mundial, a equipe manteve o padrão coletivo apresentado nas últimas temporadas e encerrou a competição com uma das melhores campanhas do torneio.
No Mundial de 2026, a Espanha sofreu apenas um gol durante toda a competição, consolidando desempenho consistente tanto defensivamente quanto no setor ofensivo.
Feito reforça posição da Espanha na história do futebol
Ao reunir simultaneamente os títulos das Copas do Mundo masculina e feminina, a Espanha estabelece um marco inédito no futebol internacional.
O feito amplia uma sequência de conquistas iniciada na última década, período em que seleções masculinas e femininas do país acumularam títulos continentais e mundiais, fortalecendo o modelo de desenvolvimento do futebol espanhol.
Com o bicampeonato mundial masculino e a manutenção do título feminino conquistado em 2023, a Espanha passa a ocupar uma posição inédita na história das competições organizadas pela FIFA.







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