O conflito entre Irã e Estados Unidos registrou uma nova escalada nesta sexta-feira (24/07/2026), após Teerã afirmar ter realizado ataques com drones contra instalações militares americanas no Bahrein, Jordânia e Kuwait. A ação foi apresentada pelas autoridades iranianas como resposta aos bombardeios conduzidos pelos Estados Unidos, que, segundo o governo iraniano, chegaram à 13ª noite consecutiva de operações militares em território do país.
Horas antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã e os houthis do Iêmen, aliados de Teerã, enfrentarão uma “grande punição militar”, ampliando o tom das declarações oficiais em meio ao agravamento da crise regional.
Segundo informações divulgadas por autoridades iranianas, quatro pessoas morreram durante os ataques americanos realizados na noite anterior nos arredores da cidade de Ahvaz, localizada no oeste do Irã. A agência estatal Irna informou ainda que o quartel-general da Marinha da Guarda Revolucionária, situado em Zibakenar, no norte do país, sofreu danos materiais, sem registro de vítimas.
Irã afirma ter atacado bases militares dos Estados Unidos em três países
As Forças Armadas iranianas informaram que drones do modelo Arash atingiram depósitos de combustível, armazéns de equipamentos, silos e instalações militares da base aérea Sheikh Isa, localizada no Bahrein.
O governo iraniano também reivindicou ataques contra a base aérea de Al-Azraq, na Jordânia, afirmando que hangares, estruturas de manutenção e instalações militares foram atingidos. Até o momento, as autoridades jordanianas não confirmaram a ocorrência dos ataques em seu território.
No Kuwait, Teerã declarou que foram atingidos depósitos militares em Camp Udairi, além de instalações em Camp Arifjan, onde funciona o quartel-general avançado das forças terrestres do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) para o Oriente Médio. A base aérea Ali al-Salem também teria sido alvo da ofensiva, segundo os Guardiões da Revolução.
Teerã amplia advertências e considera bases americanas alvos militares
O governo iraniano afirmou que considera alvo legítimo qualquer instalação militar utilizada pelos Estados Unidos para lançar operações contra o território iraniano.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que qualquer país que participe ou ofereça apoio às ações militares conduzidas por Washington poderá ser responsabilizado por Teerã e estará sujeito às medidas que o país considera compatíveis com o direito de legítima defesa.
As declarações ampliam as preocupações sobre uma possível expansão do conflito para outros países do Oriente Médio que abrigam bases militares americanas.
Trump amplia ameaças após ataques atribuídos aos houthis
A nova fase da crise ocorre paralelamente à campanha militar conduzida pelos Estados Unidos contra o Irã, que, segundo informações oficiais iranianas, alcançou a 13ª noite consecutiva de bombardeios.
Após novos ataques reivindicados pelos houthis do Iêmen contra petroleiros sauditas no Mar Vermelho, Donald Trump afirmou que responderá com uma “grande punição militar” tanto ao Irã quanto ao grupo iemenita, que recebe apoio político e militar de Teerã.
As declarações aumentam a expectativa de novas operações militares na região e reforçam o cenário de instabilidade envolvendo diversos países do Oriente Médio.
Rotas estratégicas de energia permanecem sob pressão
A continuidade do conflito também mantém elevada a preocupação internacional com o abastecimento global de energia.
Enquanto os houthis seguem realizando ações no entorno do estreito de Bab el-Mandeb, o Irã continua exercendo pressão estratégica sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte internacional de petróleo.
Analistas avaliam que uma ampliação das operações militares poderá provocar novos impactos sobre o comércio internacional, o transporte marítimo e os preços globais da energia, caso o conflito alcance outros países da região ou comprometa o fluxo de exportações de petróleo.







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